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Caio Bonfim se torna o maior medalhista do atletismo em Mundiais e ainda pode aumentar a coleção; saiba mais

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setembro 13, 2025
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Caio Bonfim comemora medalha de prata nos 35 km da marcha atlética no Mundial, cuja chegada foi no Estádio Nacional de Tóquio — Foto: Jewel Samad/ AFP

O 20º Campeonato Mundial de Atletismo, disputado em Tóquio (Japão), começou na noite de sexta-feira e com o Brasil no pódio: Caio Bonfim conquistou a medalha de prata na prova de abertura da competição, os 35 km da marcha atlética, e com show nos quilômetros finais. Agora, ele tem três medalhas em Mundiais: a prata dos 35 km une-se aos dois bronzes conquistados nos 20 km em Budapeste-2023 e Londres-2017.

Com o resultado, torna-se o brasileiro com mais medalhas em Mundiais, junto com Claudinei Quirino, que tem uma prata (200 m, Sevilha-1999) e dois bronzes (200 m, Atenas-1997, e 4×100 m, Sevilha, 1999).

Caio Bonfim comemora medalha de prata nos 35 km da marcha atlética no Mundial, cuja chegada foi no Estádio Nacional de Tóquio — Foto: Jewel Samad/ AFP

Caio ainda disputará a prova dos 20 km no Mundial, no dia 19 de setembro, sexta-feira, às 21:50 (de Brasília), podendo se isolar na “artilharia”.

— Minha esposa mandava mensagem todo dia. Luta, luta por nós, vence por nós. E foi isso que eu fiz. Eu não consigo mais nenhum quilômetro. Lutei muito. A gente sabe o quão difícil é chegar entre os melhores do mundo e o quão difícil é se manter entre os melhores do mundo — disse Caio Bonfim, que tem melhor performance nas provas dos 20 km, no último dia do Mundial. — A pressão saiu porque agora a gente já conquistou uma medalha. É fazer a recuperação para chegar da melhor maneira possível. E o que eu posso prometer para os 20 km é muita dedicação

Assim como as duas medalhas de bronze em Mundiais são nos 20 km, a prata olímpica dos Jogos de Paris-2024 também foi conquistada nessa prova.

Ele relatou a dificuldade do percurso, em uma manhã de muito calor, tempo nublado e umidade altíssima:

Caio Bonfim durante a dura prova dos 35 km da marcha atlética em Tóquio: clima quente e úmido — Foto: (Photo by Yuichi YAMAZAKI / AFP)
Caio Bonfim durante a dura prova dos 35 km da marcha atlética em Tóquio: clima quente e úmido — Foto: (Photo by Yuichi YAMAZAKI / AFP)

— Depois de uma prata olímpica, como manter? Em 2022, em 2023, em 2024 eu ganhei medalhas. E hoje, além de ser uma medalha inédita, foi em uma prova inédita — lembrou o brasileiro, que foi 4º colocado na prova no Mundial de Eugene-2022, quando bateu o recorde nacional (2h25min14).

No duro percurso de Tóquio, que tem enfrentado um dos verões mais quentes da história, o vice-campeão mundial fez sua melhor marca na temporada: 2h28min55. O campeão foi o canadense Evan Dunfee, com 2h28min22, e o japonês Hayato Katsuki conquistou o bronze com 2h29min16.

Caio, de 34 anos, fez uma prova tática, sem perder muito contato com os líderes. A experiência, a estratégia e a resiliência fizeram com que o brasileiro pudesse manter a sua prova e aproveitar os erros e as quebras dos adversários que estavam à frente.

Ele permaneceu entre os primeiros colocados durante praticamente toda a prova. Nos últimos 10 km, entrou no top 5 e viu o equatoriano David Hurtado, que dominava a prova, ser punido com mais de 3 minutos de pausa.

O japonês Hayato Katsuki (bronze), o canadense Evan Dunfee (ouro) e Caio Bonfim (prata): celebração na pista — Foto: Jewel Samad/ AFP
O japonês Hayato Katsuki (bronze), o canadense Evan Dunfee (ouro) e Caio Bonfim (prata): celebração na pista — Foto: Jewel Samad/ AFP

Logo depois, os até então líderes Masatora Kawano e Hayato Katsuki foram perdendo ritmo. Mesmo tentando reagir na base da vontade e com o apoio da torcida, os japoneses acabaram ultrapassados pelo canadense Evan Dunfee.

Caio Bonfim apareceu para valer nos 5 km finais. Ele, que chegou a ser superado pelo sul-coreano Mingyu Kim, passou o asiático e, já na 4ª colocação, foi para cima dos japoneses. O brasileiro conseguiu ultrapassar os donos da casa de maneira heroica nos minutos finais da prova. Caio ainda foi para cima do canadense, mas este conseguiu defender a liderança.

O Brasil ainda teve Matheus Corrêa, que mesmo com as condições adversas, bateu seu recorde pessoal – foi 15º, com 2h36min35. Max Batista terminou na 27ª posição, também com recorde do ano (2h41min04).

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