Cobrir ou transformar tatuagens feitas em homenagem a relacionamentos passados tornou-se uma forma de virar a página e dar novos significados a marcas permanentes na pele. Entre as celebridades, o gesto não é raro e, muitas vezes, ganha repercussão mundial por carregar simbolismos de recomeço após separações dolorosas.
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Angelina Jolie, hoje com 50 anos, foi uma das primeiras a transformar uma tatuagem dedicada ao ex-marido Billy Bob Thornton. No lugar do nome do ator, gravado em seu braço, a atriz decidiu tatuar as coordenadas geográficas dos locais de nascimento de cada um de seus filhos, ressignificando o desenho em uma homenagem à maternidade.
Megan Fox, atualmente com 39 anos, também passou por experiência semelhante. A atriz optou por cobrir o nome de Brian Austin Green, seu ex-marido, com uma grande cobra envolvida por flores, um dos trabalhos mais comentados recentemente no universo das tatuagens de celebridades.
Marc Anthony, de 56 anos, chamou atenção ao apagar o “Jennifer” que tinha tatuado no pulso em homenagem a Jennifer Lopez. Primeiro, substituiu por um retângulo preto e, mais tarde, por uma nova tattoo simbólica que marcava uma nova fase de sua vida.
Esses casos mostram como a tatuagem pode ser mais do que estética: pode se tornar um registro emocional das transformações pessoais. No Brasil, o influenciador Arthur O Urso, de 38 anos, conhecido por sua defesa do poliamor, também passou por esse processo recentemente. Ele cobriu a tatuagem do rosto da ex-esposa, Luana Kazaki, que tinha na mão.
O procedimento levou cerca de três horas. Arthur descreveu a experiência como algo simbólico: “Enquanto a tatuagem era coberta, senti como se estivesse apagando um passado que já não fazia sentido para mim. Foi um gesto de encerramento e também de alívio.”
Segundo ele, a decisão foi amadurecida ao longo dos últimos meses, principalmente depois do fim do casamento. “Depois da separação e da descoberta da traição emocional, percebi que não fazia sentido manter uma marca tão visível que me remetia a esse passado.”
Arthur afirmou ainda que não pretende repetir a experiência de tatuar um rosto. “Não faria novamente. Hoje prefiro que minhas tatuagens tenham relação direta comigo e com o presente que estou vivendo”, conclui.