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Fiocruz: hospitalizações por bronquiolite infantil e gripe caem em grande parte do país

Por · julho 24, 2026
Fiocruz: hospitalizações por bronquiolite infantil e gripe caem em grande parte do país


O novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira, mostra que as internações por infecções respiratórias causadas pela bronquiolite infantil e pela gripe apresentam tendência de queda no Brasil, embora permaneçam em patamar elevado.
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O InfoGripe é um projeto desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), aqueles que evoluem para hospitalização, pelo país.
A análise mais recente, referente ao período de 12 a 18 de julho, mostra que a queda é impulsionada principalmente pela diminuição do número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que causa a bronquiolite infantil, e pelos influenza A e B, que provocam a gripe.
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Apenas os estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), o Acre e o Maranhão permanecem com incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Outras 16 unidades da federação também apresentam incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo.
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De um modo geral, o Infogripe alerta que os casos de hospitalização por infecções respiratórias estão em patamar elevado em boa parte do país, por isso reforçam que a população continue tomando alguns cuidados, como usar máscaras em postos de saúde, lavar sempre as mãos, evitar ter contato próximo com pessoas que apresentam sintomas de gripe ou resfriado.
Para quem já apresenta sintomas, é importante ficar em casa em isolamento e, se não for possível, a recomendação é a de que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara. Neste ano, já foram notificados 120.920 casos de SRAG no país.
Quais vacinas devo tomar?
Em relação às vacinas, o imunizante para o VSR foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no ano passado e é indicado para mulheres grávidas, de todas as idades, a partir da 28ª semana de gestação. O objetivo é estimular a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos para o bebê e oferecem proteção posterior para o recém-nascido.
A vacina da gripe está disponível nos postos de saúde para crianças de 6 meses até 5 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes. Outros grupos prioritários, como trabalhadores da saúde e da educação, também podem se vacinar gratuitamente. Em algumas cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, a dose foi liberada para toda a população com 6 meses ou mais.
Já para a Covid-19 o Ministério da Saúde orienta a vacinação inicial de crianças entre 6 meses e 5 anos, uma dose de reforço para gestantes a cada gravidez e uma dose de reforço a cada seis meses para idosos com 60 anos ou mais. Também é indicada uma dose semestral de reforço para imunocomprometidos e uma anual para demais grupos prioritários, como trabalhadores da saúde.

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