Pep Guardiola recusou o convite para assumir a seleção italiana. Segundo o jornalista Fabrizio Romano, o treinador espanhol analisou a proposta apresentada pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta semana, mas decidiu prolongar o período afastado dos gramados.
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Guardiola, de 55 anos, pretende dedicar mais tempo à família, descansar e recuperar as energias antes de iniciar um novo trabalho. O espanhol deixou o Manchester City ao fim da última temporada, depois de dez anos no clube inglês, e já havia indicado que não pretendia voltar imediatamente à função de treinador.
A aproximação da Itália era concreta. Paolo Maldini, diretor técnico da seleção, e Leonardo, que participa da reformulação do futebol italiano, encontraram-se com Guardiola em Barcelona para apresentar o projeto. Giovanni Malagò, presidente da FIGC, também confirmou publicamente as conversas e afirmou que a entidade estava disposta a fazer “exceções financeiras” para contratar um técnico desse nível.
A imprensa italiana chegou a apontar uma divergência salarial: Guardiola teria pedido cerca de 20 milhões de euros por ano, enquanto a oferta da federação estaria próxima da metade desse valor. A informação de Romano, porém, atribui a recusa principalmente à decisão pessoal do espanhol de permanecer afastado do futebol. A Sky Sport italiana também havia informado que o dinheiro não era o principal obstáculo.
A Itália procura treinador desde a saída de Gennaro Gattuso, em abril, depois de a seleção não conseguir vaga na Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Antes de procurar Guardiola, a federação também consultou Carlo Ancelotti, que optou por continuar à frente da seleção brasileira.
Com a negativa do ex-técnico do Manchester City, a FIGC deverá retomar as conversas com outros candidatos. Antonio Conte, Roberto Mancini e Andrea Pirlo aparecem entre os nomes avaliados, enquanto Silvio Baldini ocupa o cargo interinamente.
Guardiola recusa convite para assumir seleção italiana e decide prolongar pausa, diz jornalista
