A prefeitura do Rio tem projeto para implantar 12 pontos de apoio sob viadutos e pontes para que motociclistas que fazem entregas ou transportam passageiros por aplicativos possam aguardar chamadas, descansar ou fazer refeições. A Companhia de Engenharia de Trânsito (CET-Rio) lançou nesta sexta-feira um chamamento público para que aplicativos como Uber, 99 e iFood instalem contêineres climatizados, com banheiros, locais de descanso e refeitórios, nesses terrenos públicos. Ali seus colaboradores poderão aquecer um lanche ou fazer a recarga de celulares, por exemplo. Haverá ainda no mínimo dez vagas para deixar bicicletas e 20 para estacionar motos.
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O objetivo da medida é tentar reduzir acidentes com motos, de acordo com a prefeitura. A ideia surgiu de um grupo de trabalho com participação de entregadores e mototaxistas em maio, logo depois de o prefeito ter anunciado e desistido de reduzir, por decreto, a velocidade máxima permitida para motociclistas e determinar que eles só circulassem pelas laterais de algumas vias do Rio.
— A gente espera que em cerca de seis meses os primeiros pontos estejam instalados. Selecionamos espaços próximos a vias de grande circulação que ainda estavam sem uso. Cada vez mais pessoas trabalham com entregas e precisavam de locais para descansar com segurança — diz o presidente da CET-Rio, Luiz Eduardo Oliveira da Silva.
A proposta é ter espaços de apoio em Laranjeiras, Maracanã, Botafogo e Barra, entre outros bairros. Os pontos foram divididos em quatro lotes, sendo que cada aplicativo só poderá administrar um deles, mas não poderá impedir o acesso de filiados a empresas concorrentes. Há também a exigência de que funcionem ao menos das 10h às 22h.
Em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes anunciou projeto semelhante em parceria com aplicativos, mas ainda não foi implantado.
O presidente da CET-Rio acrescentou que outras medidas poderão ser adotadas pela prefeitura para oferecer mais segurança aos motociclistas. Já foram fechados convênios do iFood e da 99 com o Centro de Operações (COR), que vai analisar os deslocamentos dos profissionais e definir iniciativas.
O motociclista de aplicativos Diego Farias, do movimento Luta Titânica, sugere, por exemplo, a implantação do que chama de ‘‘parada repentina’’, vagas públicas pela cidade para o estacionamento durante o tempo de uma entrega.