Outro suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio do tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi morto em ação, na noite desta sexta-feira, do 1º Batalhão de Polícia de Choque, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na Zona Leste de São Paulo. Ao todo, seis homens foram mortos pela tropa de elite da Polícia Militar paulista — da qual Pimentel faz parte — desde o início das investigações do ataque.
Em 27 de junho, Ronickson foi baleado na cabeça por dois homens que estavam em uma moto em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele segue internado no Hospital Estadual Mário Covas, no município de Santo André.
A PM disse que uma denúncia anônima levou a equipe da Rota até a região de São Mateus, onde estaria escondido Márcio dos Santos Ferreira, de 45 anos, o “Tetão”. A corporação afirmou que os agentes foram recebidos por outro homem que admitiu dar abrigo ao suspeito de participar do ataque contra Ronickson. Em troca de tiros no imóvel, “Tetão” acabou baleado. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu.
Em nota enviada ao GLOBO, a PM confirmou a morte e acrescentou que outro homem, de 33 anos, foi conduzido ao distrito policial e também será investigado. Uma arma foi apreendida no local. Foram solicitados exames periciais, e as imagens das câmeras utilizadas pelos policiais serão analisadas.
Nas redes, circularam informações de que outro suspeito, identificado como Carlos Roberto Ferreira, de 52 anos, também teria sido morto. A Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-SP) afirmou ao GLOBO que “o suspeito mencionado está preso desde o início das investigações”.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga os casos como mortes decorrentes de intervenção policial. Além dos seis mortos, outros três suspeitos de envolvimento no ataque a Ronickson foram presos.
Ronickson é alvo de pelo menos três inquéritos sobre mortes decorrentes de intervenção policial ocorridas durante ações da Rota. A investigação do atentado é conduzida pela Polícia Civil.
O tenente é irmão de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves em outubro de 2008, em um cárcere privado que durou cerca de 100 horas e foi acompanhado ao vivo por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos de maior repercussão do país.

