O mais novo símbolo de status nas ruas de Manhattan é um ventilador portátil de alta tecnologia que tem sido difícil de encontrar.
A Dyson informou que não consegue manter em estoque seu ventilador portátil HushJet Mini Cool, vendido por US$ 100 (cerca de R$ 515), desde o lançamento do produto, em abril. Segundo a empresa, a forte demanda é impulsionada pelas altas temperaturas, especialmente em cidades onde as pessoas costumam se deslocar a pé.
Sempre que a Dyson repõe o estoque do ventilador em sites parceiros como Amazon e Best Buy, o produto costuma se esgotar em poucas horas, acrescentou a empresa.
— A recepção dos consumidores foi extraordinária e superou as expectativas da Dyson— afirmou um porta-voz da companhia. — A demanda está claramente presente, especialmente à medida que as temperaturas aumentam, e esperamos manter esse ritmo com novas opções de cores e reposição dos estoques nas próximas semanas.
A Dyson é a mais recente empresa a apostar em uma versão de luxo do tradicional ventilador portátil a bateria, competindo diretamente com modelos mais simples, que normalmente custam entre US$ 10 e US$ 30 na Amazon e em grandes redes varejistas.
O HushJet Mini cabe na maioria das bolsas, mas é barulhento o suficiente para chamar a atenção em ambientes silenciosos
Chris Welch/Bloomberg
Em março, a SharkNinja lançou o ChillPill Personal Fan and Cooling System, vendido por US$ 150. O aparelho pode ser usado pendurado no pescoço, preso à roupa ou segurado com a mão e conta ainda com um borrifador. A proposta tanto da Dyson quanto da Shark é convencer os consumidores de que um ventilador mais potente e bem construído justifica o preço elevado.
No caso da Dyson, fundada no Reino Unido e atualmente com sede global em Cingapura, circulação de ar é justamente sua especialidade. A marca construiu sua reputação com produtos premium, como aspiradores de pó, secadores de cabelo e purificadores de ar. O design do HushJet Mini Cool, inclusive, incorpora elementos característicos dos ventiladores sem pás da empresa.
Compacto e fácil de usar, o aparelho oferece um fluxo de ar potente e vários níveis de velocidade, incluindo um modo máximo que alcança cerca de 88 km/h.
Ele também vem com um suporte para que você possa usá-lo em uma mesa ou criado-mudo antes de colocá-lo na bolsa. Está disponível em várias cores, incluindo rosa, vermelho e azul.
Mas há algumas desvantagens. Apesar de incluir uma alça para ser usado no pescoço, o fluxo de ar não alcança adequadamente o rosto quando o aparelho fica pendurado, de modo que o usuário acaba preferindo segurá-lo.
Além disso, ele é mais pesado do que parece, o que pode se tornar cansativo para quem o carrega durante todo o dia ou o mantém pendurado no pescoço por muito tempo.
E, apesar do nome HushJet — algo como “jato silencioso” —, o aparelho está longe de ser discreto. O ruído do ventilador em funcionamento é bastante perceptível em ambientes compartilhados, como trens ou escritórios. (Imagine o barulho que um notebook faz quando superaquece.) Ao ar livre, porém, o som tende a se misturar ao ruído ambiente, especialmente em locais movimentados, como um estádio durante um jogo de beisebol.
A autonomia da bateria também deixa a desejar. A empresa promete cerca de seis horas de funcionamento com uma única carga, mas, nos testes realizados, a duração foi consideravelmente menor. Vale a pena considerar esse aspecto antes de optar pelo modo mais potente, de 88 km/h.
Para quem está disposto a gastar mais, o HushJet Mini Cool cumpre bem sua principal missão: tornar os dias de calor intenso mais suportáveis. Só é preciso decidir se o desempenho compensa o barulho — e os olhares curiosos ou desconfiados que o aparelho pode despertar entre quem passa pela rua.

