O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) bateu o martelo e definiu o senador Carlos Portinho como o candidato do partido ao Senado no Rio. A vaga estava sem dono desde que Cláudio Castro (PL), inelegível por causa do Ceperj e alvo de operações da Polícia Federal, desistiu. O comunicado do ex-governador tem cerca de um mês e meio.
Nas últimas semanas, a disputa interna estava entre Portinho e o deputado federal Carlos Jordy, da ala mais “raiz” do bolsonarismo. Pesou a favor do escolhido a boa relação com os prefeitos, que fizeram um movimento para que ele fosse o candidato.
A demora de Flávio vinha irritando o PL no estado, assolado por uma série de crises. Portinho era o favorito de dirigentes, que temiam o perfil de Jordy pelo que consideram a pouca capacidade de expandir a votação para setores além do bolsonarismo.
Flávio e Portinho se reuniram no Rio. Na segunda-feira, a ida surpresa do presidenciável ao estado também causou incômodo no partido, sobretudo porque ele cumpriu agenda com a família Reis, poderosa em Duque de Caxias, que integra a chapa de Eduardo Paes (PSD) ao governo. O PL tem o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, como candidato ao Palácio Guanabara.

