
Espanha e Argentina decidirão neste domingo o título da Copa do Mundo de 2026, primeira a reunir 48 seleções. A final será disputada às 16h (horário de Brasília), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, e reunirá a atual campeã mundial e a vencedora da última Eurocopa. De um lado, está Lionel Messi, que tenta encerrar sua provável última participação no torneio com o bicampeonato consecutivo. Do outro, Lamine Yamal lidera uma geração espanhola que busca completar com a taça da Copa um novo ciclo de domínio.
ESPANHA X ARGENTINA
Data: domingo, 19 de julho de 2026
Horário: 16h de Brasília
Local: Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford
Capacidade: cerca de 82.500 pessoas
Transmissão: TV Globo, sportv, ge TV, ge e CazéTV
ONDE SERÁ DISPUTADA A FINAL?
A partida será realizada no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nome adotado pela Fifa para o MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey. Casa do New York Giants e do New York Jets, da NFL, a arena fica a cerca de 15 quilômetros de Manhattan e receberá aproximadamente 82.500 torcedores. Esse é o jogo de número 104 e o último da maior Copa da história, a primeira disputada por 48 seleções.
A FINAL TEM PRORROGAÇÃO?
Sim. Como obrigatoriamente precisa haver um campeão, a decisão não pode terminar empatada. Se houver igualdade depois dos 90 minutos e dos acréscimos, Espanha e Argentina disputarão uma prorrogação de 30 minutos, dividida em dois tempos de 15. Haverá um intervalo de até cinco minutos antes do início do tempo extra, mas apenas uma rápida troca de lados entre suas duas partes. Se o empate persistir, o título será decidido nos pênaltis. O gol de ouro não existe: ainda que uma seleção marque no primeiro tempo da prorrogação, a partida prosseguirá até o fim.
SE HOUVER EMPATE
90 minutos e acréscimos
Prorrogação com dois tempos de 15 minutos
Persistindo o empate, disputa de pênaltis
Cinco cobranças iniciais para cada seleção
Se necessário, cobranças alternadas até haver um vencedor
QUANTAS SUBSTITUIÇÕES SERÃO PERMITIDAS?
Cada treinador poderá realizar até cinco substituições, distribuídas em no máximo três paralisações durante o tempo regulamentar. Trocas feitas no intervalo não consomem uma dessas oportunidades. Se houver prorrogação, as seleções ganharão uma substituição e uma janela adicionais. O regulamento também permite uma troca permanente extra em caso de concussão. Nessa hipótese, o adversário recebe o direito de fazer outra substituição regular.
Os cartões amarelos isolados foram zerados depois das quartas de final. Nenhum jogador ficou fora da decisão apenas por ter recebido uma advertência na semifinal.
HAVERÁ SHOW NO INTERVALO?
Pela primeira vez, uma final de Copa do Mundo terá um espetáculo musical no intervalo inspirado no modelo do Super Bowl. A apresentação, com cerca de 11 minutos, exigirá uma operação de montagem e retirada do palco que pode elevar a pausa total para muito além dos 15 previstos tradicionalmente. A imprensa espanhola calcula que o show e a desmontagem levem 17 minutos, ao todo. Mas há quem projete que isso pode levar cerca de meia hora.
A Fifa também prepara uma cerimônia de encerramento antes de a bola rolar. O evento, portanto, começará bem antes das 16h e poderá se prolongar consideravelmente.
O QUE ESTÁ EM JOGO?
A Argentina busca seu quarto título mundial e pode se tornar a terceira maior campeã isolada, atrás apenas de Brasil, com cinco taças, e de Alemanha e Itália, com quatro. A seleção de Lionel Scaloni também tenta ser a primeira a conquistar duas Copas consecutivas desde o Brasil de 1958 e 1962. Campeã em 1978, 1986 e 2022, a equipe alcança a sétima decisão de sua história. Antes desta edição, havia vencido três finais e perdido outras três.
A Espanha procura seu segundo título. Sua única conquista ocorreu em 2010, na África do Sul, com a vitória por 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, graças ao gol de Iniesta. A seleção disputa apenas a segunda final de sua história e, portanto, ainda tem 100% de aproveitamento nessa fase.
TÍTULOS MUNDIAIS
Argentina: 3
1978 — vitória sobre a Holanda
1986 — vitória sobre a Alemanha Ocidental
2022 — vitória sobre a França
Espanha: 1
2010 — vitória sobre a Holanda
FINAIS DISPUTADAS
Argentina: 7, contando a de 2026
Espanha: 2, contando a de 2026
PREMIAÇÃO
Campeã: US$ 50 milhões
Vice-campeã: US$ 33 milhões
ARGENTINA PODE IGUALAR FEITO DE 64 ANOS ATRÁS
Nenhuma seleção vence duas Copas consecutivas desde o Brasil de Pelé, Garrincha e companhia, campeão em 1958 e 1962. A Argentina esteve perto de alcançar o feito na geração de Maradona: levantou a taça em 1986 e voltou à final em 1990, mas perdeu para a Alemanha Ocidental. Agora, Scaloni e Messi têm novamente a oportunidade de transformar um título em dinastia. A Argentina também poderá se tornar a primeira seleção a disputar duas finais seguidas desde a França, vice em 2022 e campeã em 2018, e a primeira a vencer ambas em mais de seis décadas.
Espanha e Argentina já se enfrentaram?
Sim, mas apenas uma vez. O encontro ocorreu na fase de grupos da Copa de 1966, na Inglaterra, com vitória argentina por 2 a 1. Portanto, esta será a primeira partida eliminatória entre os países em um Mundial e também a primeira decisão entre as duas seleções.
O confronto mais recente foi um amistoso disputado em março de 2018, em Madri. Sem Messi, a Argentina sofreu uma goleada por 6 a 1, com três gols de Isco. O resultado teve grande repercussão às vésperas da Copa da Rússia, mas pouco diz sobre a final de 2026: nenhum dos dois países conserva o mesmo treinador e as equipes foram profundamente renovadas.
Como chegam as seleções?
A Espanha garantiu a vaga ao vencer a França por 2 a 0 na semifinal, em Dallas, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro. Campeã europeia, a equipe de Luis de la Fuente chega à final com uma longa invencibilidade, apenas um gol sofrido no Mundial e seis partidas sem ser vazada. A seleção disputará sua primeira final desde o título de 2010.
A Argentina eliminou a Inglaterra em Atlanta e avançou à segunda decisão consecutiva. Antes, precisou da prorrogação para derrotar a Suíça por 3 a 1 nas quartas de final. Os argentinos terão um dia a menos de descanso, pois entraram em campo na quarta-feira, enquanto a Espanha jogou na terça, e ainda precisarão viajar de Atlanta até a região de Nova York.
Descanso antes da final
Espanha: quatro dias completos
Argentina: três dias completos
Quem são os principais personagens?
A final colocará Messi e Lamine Yamal, jogadores separados por 20 anos, em lados opostos. O argentino busca sua segunda Copa e tenta fechar a trajetória no torneio com mais um título. Yamal poderá se tornar um dos jogadores mais jovens a disputar e conquistar uma final de Mundial. O confronto também reunirá nomes como Julián Álvarez, Lautaro Martínez, Alexis Mac Allister e Emiliano Martínez, pela Argentina, e Rodri, Pedri, Nico Williams, Dani Olmo e Oyarzabal, pela Espanha.
A partida ainda oferecerá um duelo entre dois modelos vencedores. A Espanha tenta reunir Liga das Nações, Eurocopa e Copa do Mundo em um intervalo de três anos. A Argentina busca acrescentar o Mundial de 2026 a uma sequência iniciada com a Copa América de 2021 e ampliada pela Finalíssima, pela Copa de 2022 e por outra conquista continental. Neste domingo, uma das duas seleções encerrará a competição como dona da era.
