O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira que cerca de dois mil produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas fixadas pelos americanos: a de 25%, anunciada na semana passada, e a de 12,5% publicada hoje.
Em uma semana, vários alvos: veja as últimas decisões da nova ofensiva tarifária de Trump
Veja como: Com taxa de até 12,5% por trabalho forçado, Trump tenta reconstruir muro tarifário global
Nessa lista, estão produtos como café, carne, suco de laranja e frutas.
– Mas nós temos, lamentavelmente, muitos setores que estarão sujeitos à dupla tributação, dupla taxação como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções químicos que não seja farmacêutico.
Para esses infelizmente a tarifa passa a ser de 37,5% – afirmou.
A tarifa adicional de 12,5% atinge 42% das exportações enviadas ao território americano, considerando os números de 2025, de acordo com os cálculos do economista João Carmo, da 4 Intelligence. Considerando o volume exportado em 2024, o percentual afetado é de 43%.
A sobretaxa foi aplicada sob a alegação de que o Brasil e mais 59 países falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado – 54 foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. A decisão atinge 99,4% das importações americanas.
No caso brasileiro, a taxa de 12,5% deve se somar à tarifa de 25%, anunciada na semana passada sob o argumento de que o Brasil tem “práticas desleais” que prejudicam o comércio americano. Assim, parte dos produtores locais estarão sujeitos a uma sobretaxa de 37,5%.
– O Brasil tem compromissos históricos com combate ao trabalho forçado à prevenção, ao controle à fiscalização, ao acolhimento das vítimas do Brasil é subscritor de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho – disse Elias Rosa.

