Depois de duas semanas de intensificação de bombardeios contra o Irã, os Estados Unidos resolveram, temporariamente, interromper os ataques. Com isso, procuram abrir caminho para negociações da diplomacia.
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Porém, o cenário permanece incerto às vésperas de o conflito completar cinco meses, na próxima terça-feira, dia 4. As operações dos EUA contra o Irã estão “em pausa”, informou a CNN, citando uma fonte anônima do Pentágono.
Neste domingo, o Irã passou a segunda noite sem bombardeios dos EUA, uma pausa na guerra que já dura quase cinco meses.
Os planos para intensificar a campanha foram congelados em parte devido à diminuição dos estoques de munição, informou o The New York Times, citando duas pessoas próximas ao assunto. Haveria redução, sobretudo, de munições e aeronaves Patriot.
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Além disso, de acordo com a CNN, o vice-presidente JD Vance e o general Dan Caine expressaram ao presidente Donald Trump preocupação com uma escalada, durante uma reunião na Casa Branca, na sexta-feira passada.
Caine disse a Trump que os militares podem executar com sucesso as opções disponíveis, mas alertou que isso poderia ter consequências, informou a emissora.
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AFP
Trump declarou na sexta-feira que o Irã tem a opção de chegar a um acordo ou enfrentar ataques em “um nível muito mais elevado”.
Disputa por Ormuz
Apesar do cessar-fogo assinado em abril e do protocolo de junho, que visava promover uma paz duradoura, ambos os países retomaram os ataques nas últimas duas semanas devido às tensões em torno do estratégico Estreito de Ormuz.
No entanto, embora o presidente americano, Donald Trump, não tenha descartado ataques em maior escala contra o Irã na sexta-feira, uma relativa calma se instalou na região após quase duas semanas de confrontos.
A suspensão dos bombardeios americanos também levou a uma pausa nos ataques que o Irã havia lançado nos últimos dias contra vários países vizinhos, aliados de Washington.
“Nas últimas duas noites, os americanos suspenderam seus ataques. Como nossa estratégia é essencialmente baseada na retaliação, também suspendemos nossas operações”, disse o porta-voz militar do Irã, Mohammad Akraminia.
Mas se os americanos “insistirem em continuar a guerra, particularmente por meio de ataques aéreos”, o conflito “se espalhará ainda mais”, acrescentou Akraminia.
A pausa nos ataques reacendeu as esperanças de uma retomada das negociações entre Washington e Teerã, que estavam paralisadas pelos combates no Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de petróleo.
Navios seguem detidos
Aberto após a assinatura de um protocolo de paz em junho, que estipulava um ciclo de 60 dias para negociações de paz, o estreito foi fechado pelo Irã novamente, após a retomada das hostilidades.
Nas últimas 24 horas, seis navios que tentavam cruzar o estreito foram detidos, informou a televisão estatal iraniana.
Como aconteceu no início da guerra, o conflito se espalhou mais uma vez para além dessa rota marítima, atingindo bases americanas, navios na região e países do Golfo.
Além do Oriente Médio
Trump também corre o risco de expandir a guerra no Oriente Médio, alienando aliados no Golfo e causando mais danos à economia global.
A guerra, que Trump inicialmente estimou que duraria quatro ou cinco semanas, está agora se aproximando do seu quinto mês.
Os combates se espalharam para uma nova frente desde que os rebeldes huthis do Iêmen anunciaram ataques às instalações petrolíferas da Saudi Aramco em Jizan e Yanbu, em retaliação aos bombardeios sauditas.

