Larissa Monteiro da Costa, mãe do recém-nascido encontrado morto em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, prestou depoimento à Polícia Civil e confessou ter matado o filho logo após o parto. Presa em flagrante ao lado do companheiro, Bruno Lucas Ribeiro da Silva, ela afirmou que o bebê nasceu com vida e atribuiu ao pai da criança participação no crime, versão que contradiz o relato apresentado por ele aos investigadores. O casal foi autuado por homicídio qualificado.
Outro lado: ‘Eu só enrolei e coloquei ele na sacola’, diz pai preso com a namorada; casal é acusado de matar o filho recém-nascido em Duque de Caxias
Veja também: TJRJ absolve Maurício Demétrio em processo por obstrução de Justiça, mas ex-delegado continuará preso
No depoimento, prestado ainda no hospital, a mulher contou que começou a sentir fortes dores após cair enquanto corria para pegar um ônibus, na noite de quarta-feira, dias antes do parto. Ela disse que já sabia da gravidez havia cerca de dois a três meses e afirmou que não queria a criança.
— Eu pretendia dar a criança ou deixar com ele. Já tinha deixado bem claro que eu não queria o neném — afirmou.
Segundo seu relato, no dia do parto, ela começou a sangrar e percebeu que o bebê estava prestes a nascer. Ainda conforme o depoimento, o namorado demorou a chegar e, quando apareceu, a criança já estava chorando. O parto aconteceu sobre um pedaço de papelão, na varanda da casa da avó da mulher.
Ela disse que o bebê nasceu com vida e que, em seguida, ela e o companheiro decidiram matá-lo.
— A criança saiu com vida. Eu a escutei chorando e pedi ao pai que a retirasse do local. Ele ficou perdido, não sabia o que fazer. Eu disse: “Eu não quero a criança”, e ele falou: “Então, eu também não quero” — contou.
Em seguida, a mulher narrou aos policiais os detalhes do crime, afirmando que o pai da criança teve participação — o que contraria o depoimento prestado por ele no sábado. Na versão dele, a companheira é a responsável pela morte do bebê, enquanto ele atuou na ocultação do corpo.
Aos policiais, ela afirmou ainda que, após o crime, entrou na casa e não voltou a ver a criança. Segundo ela, o companheiro retornou pouco depois e relatou que o bebê ainda havia apresentado sinais de vida e resistido.
— Ele entrou lá e falou: “Ele é muito forte, ele chorou muito ainda” — disse.
Ao fim do depoimento, a mulher afirmou que pediu ao companheiro que enterrasse o corpo do recém-nascido.
Initial plugin text

