
O tamanho do órgão sexual masculino sempre foi assunto tabu para os homens, cercado de inseguranças e comparações: afinal, tamanho importa? Para muitos deles, resposta parece definir autoestima, masculinidade e até o próprio desempenho sexual. Mas, quando a conversa sai das rodas de amigos e chega aos consultórios médicos e de terapia, o cenário muda.
Segundo o urologista e andrologista Dr. Marco Túlio Cavalcanti, a maioria dos homens que procura tratamentos para aumentar o pênis apresenta medidas consideradas normais. Na prática clínica, a insatisfação costuma estar mais relacionada à forma como o próprio corpo é percebido do que a alterações anatômicas. “O tamanho do pênis é um tema que acompanha a humanidade há milhares de anos. Muito antes da internet, da pornografia e das redes sociais, diferentes civilizações já associavam o órgão à masculinidade, fertilidade, poder e virilidade. A pornografia e a comparação constante apenas potencializaram uma questão que sempre existiu”, afirma o especialista.
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Segundo Marco Túlio, o tamanho está longe de ser o principal fator para uma vida sexual satisfatória
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Embora existam preferências individuais, o médico destaca que o tamanho está longe de ser o principal fator para uma vida sexual satisfatória. Segundo ele, prazer e satisfação envolvem um conjunto de aspectos que incluem intimidade, comunicação, desejo, confiança e conexão emocional entre os parceiros. Além disso, há uma ampla variação anatômica considerada normal. “Existe um espectro amplo de normalidade. Na prática, encontramos homens com aproximadamente 9 a 24 centímetros de comprimento em ereção, embora a grande maioria esteja concentrada entre 13 e 15 centímetros”, explica.
Ainda assim, a busca por procedimentos para aumentar o órgão é frequente. De acordo com Marco Túlio, a insatisfação não costuma acompanhar os números. “Recebo diariamente homens interessados em aumentar o tamanho ou a espessura do pênis. Há pacientes abaixo da média, dentro da média e até acima da média que desejam algum tipo de ganho. Não me recordo de atender alguém querendo diminuí-lo”, relata o médico.
O especialista observa ainda que, durante as consultas, muitas parceiras também participam das conversas, o que ajuda a compreender como homens e mulheres costumam enxergar o tema de maneiras diferentes. “Existe, sim, uma valorização de um pênis com boa espessura e dimensões um pouco acima da média para algumas mulheres, principalmente pela percepção de maior preenchimento durante a relação. Entretanto, raramente essa preferência é por dimensões extremas. Cada mulher tem sua própria anatomia, sua sensibilidade e suas preferências, e isso faz com que não exista um tamanho ‘ideal’ universal”, afirma.
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Para o médico, muitos homens acreditam que um pênis maior representa automaticamente uma vantagem sexual
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Na avaliação do médico, muitos homens acreditam que um pênis maior representa automaticamente uma vantagem sexual. Já entre as mulheres, essa percepção tende a ser mais equilibrada, já que fatores físicos, emocionais e relacionais costumam exercer papel importante na qualidade da vida sexual. Essa diferença de percepção também aparece entre os pacientes que procuram tratamentos estéticos. Segundo Marco Túlio, na maior parte dos casos, eles não apresentam doenças nem alterações anatômicas relevantes.
“Em minha prática clínica, a maioria dos homens que procura esse tipo de tratamento não apresenta uma doença ou uma alteração anatômica importante. São homens de diferentes idades, casados, solteiros, divorciados, heterossexuais e homossexuais que simplesmente desejam aumentar um pouco a espessura do pênis, melhorar o aspecto no estado flácido ou obter um discreto ganho estético, mesmo estando dentro da normalidade”, conclui.