Nesta segunda-feira (3), entra no ar o terceiro episódio de “Meu nome é Preta”, série documental do Globoplay com a trajetória de Preta Gil, que morreu em 20 de julho de 2025.
Penúltima parte da produção da Conspiração, dirigida por Mini Kerti, o episódio conta a tentativa de Preta em ser apresentadora de TV e sua reinvenção como cantora, depois de dois álbuns e um programa na Band. Amigos como Ivete Sangalo e Thiaguinho e os empresários Marcello Azevedo e Malu Barbosa falam da Noite Preta, Bloco da Preta e da porção empresária.
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Confira alguns dos melhores momentos do terceiro episódio de “Meu nome é Preta”.
Nova Xuxa
O episódio começa com a incursão de Preta Gil na TV, como apresentadora do programa “Caixa Preta”, da Band. A direção era de Marlene Mattos.
“O programa era uma tentativa da Marlene de fazer uma nova Xuxa”, diz o DJ Zé Pedro, amigo e participante do elenco fixo do programa, que tinha, inclusive, as Pretetes, ajudantes de palco negras.
O programa teve baixa repercussão e audiência, ficando no ar por apenas três meses.
“O programa foi limado na época porque a Preta falou a palavra ‘pentelho'”, contou outra amiga, Marina Morena.
Namoro com Caio Blat
As paixões de Preta e o foco em conquistar seus amores é outro tema explorado com amigos e familiares. A série propõe, inclusive, o encontro de Rafael Dragaud, segundo marido dela, e Caio Blat, com quem ela namorou quando se separou.
“Eu vi a Preta se apaixonando por você pela tela da televisão”, disse Rafael para Caio. “E ela percebeu que eu percebi e fez assim: ‘ih’. A gente já estava num processo de desgaste, de separação”.
Racismo é crime
Em 2016, Preta esteve na Delegacia de Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, para denunciar uma série de ataques de ódio que sofreu em sua página no Facebook. “Uma série de ofensas a minha pessoa, xinagamentos e muitos ataques racistas”, disse ela, na época, na porta da delegacia.
“A Preta não era essa pessoa que não liga”, diz amiga Carolina Dieckmann. “Ela sentia as coisas que falavam dela, queria ser amada”.
Noite Preta e Bloco da Preta
Depois de dois discos (o segundo com pouca repercussão) e um programa cancelado, Preta redescobriu sua vocação artística com uma série de shows no Rio que misturavam repetório autoral e cover. Foi o início do Noite Preta.
“Ela achou uma igrejinha e começou a comandar um culto semanalmente”, disse o irmão Bem Gil sobre os shows do fim da primeira década dos anos 2000.
Esse sucesso e poder de comunicação com o público fez com que ela fundasse o Bloco da Preta, que chegou a ter 1 milhão de pessoas nas ruas do Rio de Janeiro no carnaval.
Fã ou amigo?
No grupo mais íntimo de Preta Gil antes de ela morrer, estavam pessoas que eram, inicialmente, fãs dela: Duh Monteiro, Jude Paulla e Gominho. Eles contam no episódio como tudo começou: o primeiro, via Orkut, e o segundo depois de ela convidá-lo para dançar no palco de um dos shows.
“A gente conheceu a Preta e nos conhecemos”, diz Duh, reunido com Gominho e também com JUde Paulla, outra amiga-fã. “A gente ficava esperando abrir a Central do Brasil, porque o show acabava 6h, mas o trem só abria às 7h”.
Caça-talentos
A porção “olheira” de Preta, que enxergava os talentos dos amigos, foi exaltada por nomes como Tia Má, Hugo Gloss e Thiaguinho. Ela chegou, inclusive, a ter uma agência que cuidava da carreira de artistas e influenciadores.
“A Preta tinha esse lance de vender a gente, os amigos que ela tinha”, disse o cantor. “Vender o que a pessoa tinha me melhor”.
Inclusive, uma das primeiras grandes apresentações de Ludmilla foi no aniversário de 40 anos de Preta.
“Lembro que depois desse dia fui chamada para todos os programas de televisão”, lembrou a artista. “Efeito Preta Gil na vida das pessoas”.
O humorista Paulo Gustavo foi outro que ela ajudou a alavancar a carreira.
“O Paulo Gustavo estava nos bastidores da Noite” diz Marcello Azevedo, sobre a vontade dela de fazer o sonho do ator acontecer”. “O sonho dele é fazer televisão”.

