Quatro anos antes da autorização legal para mulheres comprarem spray de pimenta, minha amiga Gabriela já andava com o dela. Infringiu a lei em vigor até o mês passado, eu sei, mas trago aqui um atenuante. Gabriela passou por ameaça de estupro dentro de um táxi. O motorista, visivelmente alterado, travou todas as portas do carro, pegou um caminho diferente e começou a dizer que os dois tinham combinado que iriam a um motel. Gabriela teve sangue-frio para perceber que ele estava drogado ou tinha problemas mentais, entrou na conversa e, depois de meia hora de terror, conseguiu ser liberada. Pela internet, comprou o spray, proibido na época, sem nenhuma dificuldade. Até hoje, só sai de casa com ele. A estratégia é andar na rua segurando o tubo já em posição de disparo com a mão dentro da bolsa, faz isso sempre que sente poder estar em perigo. Nunca usou o spray nesses quatro anos, mas se considera mais preparada para o que vier. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

