A imagem da realeza britânica costuma estar associada a palácios, cerimônias oficiais e uma rotina cercada de privilégios. Mas, por trás do protocolo e da tradição, existem situações em que os integrantes da família real deixam de lado aeronaves privadas e embarcam em voos comerciais, seguindo regras específicas de segurança e logística.
Kate Middleton aposta em vestido de efeito capa e recebe elogios: ‘Elegância total’
Kate Middleton: o segredo da maquiagem que virou sua assinatura de beleza
Embora o rei Charles III, a rainha Camilla, o príncipe William e Kate Middleton tenham acesso a aeronaves reservadas para compromissos oficiais, a escolha do transporte varia de acordo com o tipo de deslocamento, o destino e o nível de segurança envolvido. Em ocasiões pessoais ou compromissos de menor escala, a realeza britânica pode optar por alternativas mais comuns.
Um dos episódios que chamou atenção aconteceu em 2014, quando o príncipe William viajou de Londres para Memphis, nos Estados Unidos, em um voo comercial. O destino era o casamento de seu amigo próximo Guy Pelly, e a escolha surpreendeu passageiros e admiradores da monarquia.
Durante uma escala em Chicago, segundo informações da revista “People”, o príncipe foi visto em um lounge privativo da Swiss Air, onde aproveitou pratos de restaurantes locais, como nachos de frango desfiado do Hub 51 e asas de frango do RJ Grunts.
A realeza britânica pode pegar avião comum? As regras que definem cada viagem
Getty Images
A lógica muda quando o compromisso envolve uma viagem oficial. Nesses casos, os integrantes seniores da realeza costumam utilizar aeronaves privadas ou disponibilizadas pelo governo britânico, principalmente pela necessidade de conciliar segurança, privacidade e uma agenda extensa de compromissos.
Os deslocamentos oficiais são financiados pela Subvenção Soberana, mecanismo que cobre despesas relacionadas às atividades institucionais da monarquia. Os valores são divulgados no relatório financeiro anual da Casa Real.
No ano fiscal de 2025–2026, uma das viagens mais caras registradas foi justamente a do príncipe William à Arábia Saudita, realizada em fevereiro de 2026. Segundo dados da “People”, o deslocamento teve custo de 130 mil euros. Em contraste, a viagem do rei Charles III e da rainha Camilla ao Canadá, em maio de 2025, não gerou despesas para a Subvenção Soberana.
As regras que envolvem os herdeiros
Além das escolhas relacionadas ao tipo de aeronave, a linha de sucessão também influencia os protocolos de deslocamento. Uma das regras mais conhecidas envolve a recomendação de que herdeiros diretos não viajem juntos depois de determinada idade, como uma forma de preservar a continuidade da monarquia em caso de acidentes.
Em 2023, Graham Laurie, ex-piloto do rei Charles III, relembrou a aplicação dessa orientação durante uma participação no podcast “A Right Royal”. Segundo ele, a família real viajou junta quando William ainda era criança, mas a situação mudou depois que o príncipe completou 12 anos.
“Curiosamente, nós voamos com os quatro: o príncipe [Charles], a princesa [Diana], o príncipe William e o príncipe Harry, até o príncipe William completar 12 anos. Depois disso, ele passou a ter que viajar em aeronaves separadas, e só podíamos voar com os quatro juntos quando eles eram pequenos, com a permissão por escrito de Sua Majestade”, afirmou Graham ao se referir à então rainha Elizabeth II.
Com a chegada do príncipe George à adolescência — ele completou 13 anos em julho deste ano —, a recomendação pode ganhar novos contornos. Como primeiro na linha de sucessão, William possivelmente precisará considerar regras semelhantes em relação ao filho.
Nem sempre de jatinho: como funcionam as viagens da família real britânica
Getty Images
Ainda assim, as decisões atuais sobre os deslocamentos da família real são tomadas caso a caso, levando em conta fatores como segurança, destino e natureza do compromisso.
