A Prefeitura de Niterói lançou na manhã desta terça-feira (4) a segunda fase do Pacto Niterói Contra a Violência, plano que vai orientar a política municipal de segurança pública até 2030 e que passa a priorizar o enfrentamento à violência contra a mulher, a redução das mortes no trânsito e o combate ao recrutamento de jovens pelo crime organizado, além da diminuição dos roubos e das mortes violentas. Durante a cerimônia, realizada na Sala Nelson Pereira dos Santos, o prefeito Rodrigo Neves apresentou as novas diretrizes do programa e fez um balanço dos resultados obtidos desde a criação da iniciativa, em 2018.
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Segundo dados da prefeitura, com base em indicadores do Instituto de Segurança Pública (ISP), a taxa de roubos caiu 80,7% entre 2018 e 2024, passando de 1.712,3 para 331,3 casos por 100 mil habitantes. No mesmo período, a taxa de mortes violentas recuou 69,3%, de 35,8 para 11 casos por 100 mil habitantes.
Ao apresentar o novo ciclo do programa, Rodrigo afirmou que, apesar da queda dos principais indicadores criminais, a cidade enfrenta novos desafios, especialmente nas áreas de violência de gênero e segurança viária.
— Niterói passou por um processo de transformação extraordinário. Hoje é a cidade mais segura da Região Metropolitana. Entretanto, novos problemas e desafios são apresentados, como a violência contra a mulher e a violência no trânsito. Não tenho dúvida de que são dois desafios prioritários, além de consolidar o fato de Niterói ser a única cidade da região metropolitana a não ter milícias controlando bairros e reduzir cada vez mais a força dos fuzis e do domínio pelo tráfico em nossas favelas. Estou muito convicto de que, daqui a cinco anos, os resultados serão ainda melhores — afirmou.
Além desses temas, o Pacto 2 estabelece outras prioridades: fortalecer a governança territorial para impedir o avanço de organizações criminosas e milícias, reduzir o recrutamento de adolescentes pelo crime organizado e diminuir os roubos de celulares e furtos em geral.
A nova etapa reúne 31 programas e prevê investimentos superiores a R$ 300 milhões nos próximos anos. Entre as medidas anunciadas estão a ampliação do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), o reforço do monitoramento eletrônico em comunidades e a criação de dois novos programas sociais.
Nova etapa do programa reúne 31 programas e prevê investimentos superiores a R$ 300 milhões nos próximos dois anos
Felipe Gelani
Um deles é o Cada Jovem Conta, voltado ao acompanhamento individualizado de adolescentes em situação de vulnerabilidade, com oferta de mentoria e encaminhamento para políticas públicas. O outro é o Protetoras, que contará inicialmente com uma equipe especializada no acompanhamento de mulheres em situação de risco e será integrado a um sistema de monitoramento de casos de violência de gênero.
Desde o lançamento do pacto, em 2018, a prefeitura informa ter investido mais de R$ 820 milhões na política municipal de segurança. Nesse período, o efetivo da Guarda Municipal passou de 300 para 830 agentes, enquanto o Cisp alcançou cerca de 800 câmeras de monitoramento, das quais 120 fazem parte do sistema de cercamento eletrônico capaz de identificar veículos roubados, furtados, clonados ou ligados a crimes.
Segundo a administração municipal, mais de 50 mil jovens também participaram, ao longo do primeiro ciclo, de programas nas áreas de educação, cultura, esporte, qualificação profissional e inclusão social, estratégia que será ampliada na nova fase do pacto.

