Para marcar um mês do início dos trabalhos, o Rock in Rio promoveu, nesta terça-feira, uma conversa entre alguns de seus atores principais, com direito à presença de artistas, além de um passeio pela Cidade do Rock, que começa a tomar forma – curiosamente nos dez anos da Olimpíada do Rio, no mesmo Parque Olímpico, mas sem os problemas estruturais.
Profissionais da Rock World, como a diretora de marketing Ana Deccache e a diretora de produção artística Anna Clara Chermont, começaram a conversa, contando histórias dos bastidores e desafios do festival.
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– Nesta edição, tivemos que contratar tradutores de coreano, por causa dos Stray Kids — disse Anna Clara, mais conhecida pelo apelido divônico Cher, que foi modesta nas fofocas artísticas. — Uma vez um artista pediu que seu camarim tivesse cem cabides, nunca entendemos por quê.
Ela revelou que velas aromáticas e óleos essenciais estão entre os pedidos mais comuns, ao lado de um eventual vinho de milhares de dólares.
O papo ficou mais sério quando o vice-presidente e curador do festival, Zé Ricardo, subiu ao palco com Ana Deccache e artistas de vários palcos desta edição: Os Garotin, atração do Palco Sunset, Dennis, do Favela, Giu, do New Dance Order (o espaço da música eletrônica) e o baiano Celo Dut, do Palco Supernova.
– Temos que reverenciar o passado, claro, mas sempre olhando para o futuro – disse Zé Ricardo. — O Rock in Rio é um festival contemporâneo, por isso teremos atrações como os Stray Kids, representantes do k-pop, e por isso trouxemos o trap ao festival.
Nome consagrado do funk, Dennis disse que o gênero está estabelecido no festival.
— Ele está em todos os palcos, já passou pelo Mundo com Anitta, e em 2026 Pedro Sampaio estará lá – exemplificou ele, que terá convidados-surpresa em sua apresentação, no dia 13 de setembro. — O Palco Favela me lembra quando comecei, há 30 anos, na comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias. Estou em casa.
Os estouradíssimos Garotin contaram que adiaram uma ida aos Estados Unidos para cantar no Rock in Rio.
— Quando o Zé Ricardo veio com a proposta, pedimos a nosso empresário que arrumasse outra data, porque o Rock in Rio é mais importante — disse Cupertino, um dos cantores do trio de São Gonçalo, que seguirá para shows na Europa logo após o festival. — Quando começamos, em 2023, ficávamos imaginando se em dez anos chegaríamos ao Rock in Rio. Chegamos em três, estamos felizes demais.

