Os ferroviários de São Paulo mantiveram, nesta terça-feira (4), a greve para as Linhas 11 (Coral) e 12 (Safira) e a Linha 13 (Jade) operadas pela Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM). A paralisação se iniciou nesta manhã e seguirá na quarta-feira (5). A greve ocorre em protesto após as falhas apresentadas pela Trivia Trens, dias após a empresa assumir a concessão das linhas que eram da CPTM.
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviária da Zona Central do Brasil informou que o governo de São Paulo não teria apresentado uma “garantia concreta por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM” após a concessão para a Trivia Trens.
Uma nova assembleia geral foi convocada para quarta-feira (5), às 17h, para deliberação sobre as negociações e o estado de greve.
O governo de São Paulo informou que ao contrário do que alega a entidade “a manutenção dos empregos foi garantida e comunicada ao sindicato na véspera da paralisação”.
Segundo a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) “dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; 475 permanecem nas Linhas 11, 12 e 13, novamente sob gestão da CPTM; 450 estão no Metrô; 177 negociam realocação para a Artesp e outros órgãos; 522 seguem à disposição para novas cessões; e 853 atuam em áreas administrativas. Diante desses números, causa estranheza a continuidade de uma greve que prejudica diariamente milhares de usuários das três linhas afetadas”.
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