Mais de 100 famílias ocuparam, na madrugada desta sexta-feira (7), o antigo prédio do Inmetro, na Rua Santa Alexandrina, 416, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. A ação foi organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), movimento que atua na defesa de moradia popular, e marca, segundo o grupo, o “renascimento” da ocupação Luiza Mahin.
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Em publicação nas redes sociais, o MLB afirmou que as famílias ocupam um imóvel que, segundo o movimento, estava abandonado e sem uso pelo poder público há cinco anos. O grupo disse que a ocupação foi realizada para abrigar famílias trabalhadoras que enfrentavam dificuldades para pagar aluguel, além de pessoas que foram despejadas nos últimos anos e não foram contempladas por programas habitacionais.
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“Ocupamos diante da necessidade de dar um uso para um imóvel tão importante e que se encontra abandonado pelo poder público há tantos anos”, publicou o MLB.
Nas redes sociais, o movimento também divulgou pedidos de apoio para a estruturação da ocupação. Entre os itens solicitados estão cerca de 50 colchões, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal, roupas, roupas de cama, alimentos e água. O MLB disponibilizou ainda uma chave Pix para receber doações.
Crianças brincam dentro do antigo prédio do Inmetro, no Rio Comprido, após ocupação realizada pelo MLB; movimento afirma que mais de 100 famílias participam da ação
Reprodução
Vídeos e fotos compartilhados pelo movimento mostram como estão sendo as primeiras horas das famílias no imóvel, com mulheres realizando a limpeza dos espaços, organização de alimentos e preparo de refeições. As imagens também mostram crianças brincando no local e recebendo doações. Entre as iniciativas divulgadas está a entrega de livros para as crianças por uma família que mora em frente ao prédio.
Uma caravana com vários ônibus chegou ao endereço ainda de madrugada, levando pessoas com malas. O prédio pertence oficialmente à União e está sob responsabilidade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O imóvel já havia sido alvo de reclamações de moradores após denúncias de invasões, depredação e presença de usuários de drogas.
A reportagem procurou a SPU, a Prefeitura do Rio e a Polícia Militar para saber quais medidas serão adotadas após a ocupação, mas ainda não recebeu retorno. A Polícia Civil informou que não há registro de ocorrência referente à ocupação do imóvel.
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