Em poucas semanas, o Quênia passou da tensão política ao risco concreto de uma guerra civil. Mais de mil pessoas morreram após a contestação das eleições de 2007, enquanto o país caminhava para uma divisão étnica irreversível. O desfecho poderia ter sido semelhante ao de tantos outros conflitos recentes. Não foi. Uma mediação conduzida por Kofi Annan conseguiu interromper a escalada antes que a violência se tornasse incontornável. O Quênia de hoje — instável, mas íntegro — é herdeiro direto dessa diplomacia silenciosa, que raramente vira notícia porque seu maior êxito é a guerra que não aconteceu. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

