Em meio à tristeza pela morte de Jorge Messi, aos 68 anos, um artigo de arquivo ganhou um significado comovente. Trata-se da primeira entrevista concedida por um jovem Lionel Messi, com apenas 13 anos, publicada em 3 de setembro de 2000 no suplemento Pasión Rojinegra do jornal argentino La Capital. O artigo, que recentemente viralizou nas redes sociais após ser compartilhado pela conta @Newells_en, revela o lado mais puro e genuíno do capitão da seleção argentina, que na época já demonstrava talento na academia de jovens do Newell’s Old Boys.
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A entrevista foi conduzida pela jornalista Erica Pizzuto, que cobria o futebol juvenil no centro de treinamento Bella Vista. Em uma sessão de perguntas e respostas rápidas, Messi respondeu com a timidez típica de sua idade e uma maturidade que surpreendeu seus treinadores. Ao ser questionado sobre quem era seu ídolo, o jovem jogador não hesitou e escolheu duas figuras: “Meu pai, Jorge, e meu padrinho, Claudio.” Esta confissão, lida hoje, assume uma dimensão diferente, pois confirma que seu pai foi, desde os primeiros passos nos campos de treinamento até o triunfo na Copa do Mundo, o pilar central de sua carreira.
O documento não apenas retrata seus gostos na época, como a paixão pela música tropical e o amor pelas artes da linguagem, mas também testemunha um objetivo que ele mais do que alcançaria: “Jogar na seleção nacional”. Portanto, o falecimento de Jorge Messi encerra um capítulo fundamental na vida do jogador.
O Newell’s Old Boys se despediu dele com uma mensagem que destaca que foi seu pai quem, com “rigor e carinho”, apoiou a carreira do “maior jogador da história”. Aquele menino que jogava na décima divisão, aquele que via seu pai como seu maior modelo, deixou naquele questionário o reflexo mais verdadeiro de uma relação incondicional.
Entrevista de Messi, aos 13 anos, ao jornal La Capital
Arquivo / La Nación

