Após ter feito uma polêmica declaração em que pedia para que as pessoas parassem de comprar seu livro, “Bom dia, inverno”, um dos mais vendidos do Brasil há três meses, Tamara Klink voltou atrás e fez uma retratação em seu Instagram.
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“Errei em não ver outros pontos de vista. Precisamos da leitura. Precisamos de autores. Pequenos, grandes e independentes. Sou leitora antes de ser autora e não levei em conta toda a cadeia que alimenta as editoras. Agradeço a cada um que faz a leitura ir mais longe do que a prateleira”.
O argumento usado por Tamara é de que há mais gente interessada em ler seu livro, e, portanto, disposta a comprar a versão física da obra. Isso significa mais gastos com papel, energia e emissões de gases poluentes, gerando um estresse ao meio-ambiente. Ao invés da compra, ela sugere que uma solução seria incentivar doações e empréstimos do livro, para que as unidades já existentes cheguem a mais pessoas. “Já tem muitos livros circulando pelo Brasil todo. Se vocês puderem, se vocês têm acesso a uma biblioteca, pessoas da família, colegas do trabalho, façam os livros circularem. É muito triste um livro acabar em uma biblioteca só e ser lido só uma vez”, diz a autora. “Tem um monte de papel, um monte de energia que foi gasta para este livro existir. Se seu plano é deixar o livro a vida toda guardado na estante, mude este plano”, completa.
A declaração, no entanto, foi alvo de críticas de jornalistas e escritores

