Durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Piauí, promovido pela Band na noite deste domingo, Joel Rodrigues (PP) foi questionado sobre sua ligação com o senador Ciro Nogueira, alvo de uma investigação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master.
Ao afirmar que se tratava de uma “questão ética”, o adversário de Joel, Gustavo Henrique (Avante), mencionou o período em que o candidato trabalhou no gabinete de Ciro e cobrou explicações sobre sua aliança com o senador, que busca a reeleição.
“Você até bem pouco tempo foi comissionado do gabinete do senador Ciro Nogueira, tá? E, dentro desse comissionamento, eu queria saber até onde vai o teu limite ético, sabendo que ele é investigado pela Polícia Federal”, disse Gustavo.
Ex-prefeito de Floriano (PI) por quatro mandatos, Joel foi nomeado assessor parlamentar de Ciro em julho de 2024 e ficou lotado no escritório de apoio ao senador no Piauí. Atualmente, o portal do Senado registra o candidato como desligado do cargo.
O candidato do Avante também associou Joel ao grupo político de Ciro e citou o apoio do senador à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Gustavo mencionou ainda a relação de Ciro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem o senador foi ministro da Casa Civil.
Em resposta, Joel evitou comentar os questionamentos sobre Ciro e acusou Gustavo de atuar em favor de outra candidatura.
“Gente, eu vim aqui com tanta alegria, com a história de vida que eu tenho (…). De repente, a gente vem encontrar com alguém que está a serviço, talvez, de alguém que não tenha coragem de debater direto. Aí usa alguém para vir aqui. Não vou perder tempo com quem ainda não resolveu sua vida dentro do partido”, declarou.
Caso Master
Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão em maio, durante uma operação da Polícia Federal autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação avançou sobre o núcleo político da investigação que apura suspeitas de crimes relacionados ao Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Após a operação, Ciro negou qualquer irregularidade e afirmou que a ação representava uma “tentativa de atingir sua honra” em ano eleitoral. A defesa do senador também rejeitou as suspeitas investigadas pela PF.

