Depois de encaminhar as saídas de Matteo Ruggeri e Nahuel Molina, o Atlético de Madrid priorizou a contratação do zagueiro argentino Cristian “Cuti” Romero, do Tottenham, nesta janela de transferências. A sua negociação é vista com bons olhos pelos colchoneros. Seja pela sua força e liderança na seleção e no clube, elevando imediatamente o setor, seja como uma peça fundamental para agir como pacificador ‘inesperado’ na situação de Julián Álvarez, segundo o jornal Marca.
O atacante está em um clima não tão amigável com a torcida e diretoria após declarar publicamente que gostaria de deixar o clube. O atacante não revelou, porém, qual seria seu destino preferido, mas no início de julho, o presidente do Barcelona, Joan Laporta, admitiu que o clube fez uma proposta pelo jogador.
— Conversei com as pessoas do clube com quem precisava conversar e acredito que o melhor para todos é uma transferência. Quero realizar meu sonho — afirmou Álvarez em 22 de junho, após a partida da Argentina contra a Áustria, pela Copa do Mundo de 2026.
No entanto, após a rejeição pela venda por parte do Atleti, a equipe tenta recriar o ambiente necessário para manter o atleta e Romero pode ser uma dessas peças. Além de compartilharem a seleção nacional com a qual foram coroados campeões mundiais em 2022, Cuti e Aranha (Alvarez) mantêm uma relação próxima.
Os três anos que os separam não os impediram de forjar uma grande amizade, mas o zagueiro ainda exerce influência sobre o atacante. Portanto, espera-se que ele assuma um papel de “aliado” para normalizar a situação de Julián.
Por um lado, Cuti seria o tipo de jogador que Alvarez sempre quis, para que o projeto do Atlético não ficasse devendo nada aos grandes clubes (em sua primeira entrevista na Espanha, ele confessou ao Marca que Romero era o melhor zagueiro que já havia enfrentado). Por outro lado, sua presença no vestiário poderia ser um incentivo para o atacante desistir da intenção de se transferir para o rival catalão.
Outro fator igualmente importante é que Cuti também serviria como refúgio e apoio durante aqueles meses iniciais, quando a relação com os torcedores e a atmosfera em torno de cada partida pareciam marcadas por intensa hostilidade. Nesse sentido, a experiência e a liderança do zagueiro são consideradas o apoio e o conselheiro perfeitos para que o Aranha supere a situação e, sobretudo, seja incentivado a conquistar a simpatia dos torcedores através de suas atuações em campo.
Rusga na relação
De acordo com a imprensa, o Barcelona ofereceu 100 milhões de euros (cerca de R$ 585 milhões, na cotação atual) por Julián Álvarez. Laporta afirmou que o Atlético rejeitou a venda do atacante, mas ele ressaltou que a proposta não permaneceria “aberta por tempo indeterminado”.
O clube não apenas rejeitou a proposta como denunciou os catalões à Fifa por conversarem com o atleta fora da janela de transferênciais. O diretor-executivo do Atlético, Miguel Ángel Gil Marín, anunciou a denúncia após as declarações de Julián Álvarez manifestando o desejo de deixar o clube.
No final de julho, a Fifa encaminhou ao Barcelona a denúncia apresentada pelo Atlético de Madrid por supostos contatos irregulares do clube catalão com o atacante argentino Julián Álvarez. Segundo a imprensa espanhola, a Federação Espanhola de Futebol também teria aberto um processo para analisar o caso, mas não houve confirmação oficial imediata da informação.

