Sabe a “Operação Ouroboros”, que ocorreu em 9 de julho e que levou à denúncia de 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro no âmbito do Instituto Rio Metrópole (IRM), num esquema que teria desviado R$ 86,28 milhões, entre julho de 2022 e maio deste ano, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro?
Pois bem. Próximo ao gabinete do então presidente do IRM, David Perini Vermelho, conhecido como Didê, preso durante a operação, tinha uma sala com uma cama de casal, frigobar e TV – um ambiente propício, digamos, para um bom descanso ou, quem sabe lá, alguma saliência.
Criado em 2018 pelo governo estadual para planejar políticas públicas para a Região Metropolitana, o Instituto Rio Metrópole (IRM) ganhou mais grana após a concessão da Cedae e, em 2023, passou também a executar obras e intervenções urbanas.

