Um ponto de inflexão na trajetória do artista paulistano Ricardo Ribenboim se deu com a instalação, em 1992, de uma agulha de metal de mais de três metros de altura no centro do asfalto da Rodovia Anchieta, transformando a linha tracejada da sinalização da pista momentaneamente em uma costura urbana. Ao longo dos anos, as propostas de intervenções voltaram em outros contextos, em materiais tradicionais, como o metal, a madeira, a cerâmica, e outros mais inusitados, a exemplo dos plásticos infláveis, do gelo, do carvão, da água. Muitos desses trabalhos remetem a objetos do cotidiano — como, além das agulhas, curativos band-aid, garrafas de Coca-Cola, bolas —, ou a formas orgânicas associadas a chifres, caudas e carcaças de animais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

