
Os Estados Unidos registraram um déficit orçamentário recorde de US$ 432 bilhões em julho, impulsionado pela aceleração dos gastos federais, em mais um sinal do aumento constante das necessidades de financiamento do governo.
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Com apenas dois meses restantes para o encerramento do ano fiscal, o déficit acumulado de 2026 chega a US$ 1,8 trilhão, segundo dados do Departamento do Tesouro divulgados nesta quarta-feira. Após o ajuste pelas diferenças de calendário, o déficit está 5% maior do que no mesmo período de 2025.
O resultado mensal — o maior déficit já registrado em um mês de julho, de acordo com dados compilados pela Bloomberg — foi ampliado por um aumento de US$ 76 bilhões nos gastos com o Medicare em comparação com julho do ano passado.
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Grande parte desse aumento pode ter sido causada por diferenças de calendário. Após os ajustes, os desembolsos do Medicare cresceram US$ 11 bilhões.
Os juros sobre a dívida pública continuam sendo um dos principais fatores responsáveis pelo déficit. Em julho, esse custo aumentou US$ 26 bilhões em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano fiscal, os juros somam US$ 1,17 trilhão, um aumento de 15%, impulsionado em parte pelos rendimentos mais elevados dos títulos do Tesouro americano.
O gasto total em julho aumentou US$ 37 bilhões, já ajustados, em comparação com julho de 2025, enquanto a arrecadação caiu US$ 12 bilhões, também em termos ajustados.
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A queda da arrecadação refletiu, em parte, a continuidade dos reembolsos relacionados às tarifas de importação, consequência da decisão da Suprema Corte, tomada no início deste ano, que invalidou grande parte dos aumentos tarifários impostos pelo presidente Donald Trump.
Nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, os gastos aumentaram 4%, considerando os ajustes, enquanto as receitas cresceram 3%.
