Criado com o objetivo de revelar as novas vozes do romance brasileiro, o Prêmio Caminhos de Literatura chega a sua terceira edição com uma novidade: a partir de agora, os vencedores serão publicados também em Portugal. A casa portuguesa dos ganhadores será o Grupo Infinito Particular, responsável por lançar nomes como Carla Madeira, Socorro Acioli e Aline Bei no país europeu.
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Desde a primeira edição, em 2024, os vencedores do Caminhos de Literatura são publicados no Brasil pela Dublinense. No ano passado, a editora angolana Kacimbo firmou uma parceria com o troféu literário. João Gonçalves, publisher do Grupo Infinito Particular, afirma que adesão ao prêmio reforça a “missão” da editora de “aproximar Portugal da melhor literatura brasileira contemporânea”.
— Publicamos alguns dos mais relevantes autores brasileiros em Portugal e acreditamos que iniciativas como esta são essenciais para revelar novas vozes e fortalecer o intercâmbio literário entre os dois países — diz ele.
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O vencedor do concurso também receberá uma mentoria sobre carreira e mercado literário com Henrique Rodrigues, idealizador do prêmio e do Instituto Caminhos da Palavra. Ex-curador do Prêmio Sesc de Literatura, Rodrigues afirma que “a chegada do Prêmio Caminhos a Portugal é um grande salto para o projeto”.
— Sabemos como é difícil para uma pessoa iniciante ter o seu livro publicado por uma editora que dê um tratamento profissional e distribua a obra. Ano que vem o livro irá circular por esse triângulo lusófono, entre Brasil, Angola e Portugal, e fico feliz por ajudar a construir essa ponte cultural entre os países — afirma.
Inscrições
As inscrições para a terceira edição do Prêmio Caminhos da Literatura devem ser feitas no site do concurso a partir da próxima segunda-feira (17). O prazo se esgota em 15 de setembro. Podem participar escritores todo o Brasil que não tenham nenhum romance publicado. A avaliação dos manuscritos é feita sob anonimato, de modo que o júri não tem acesso à identidade dos autores durante o processo.
A primeira edição do prêmio revelou Izabella Cristo, médica paraense radicada em São Paulo e autora de “mãezinha”, romance protagonizado por uma mulher que, após um parto prematuro, vai parar em uma unidade de terapia intensiva junto como filho.
No ano passado, a premiada foi a mineira Paula Novais, com “Gaiolas de concreto armado”, trama ambientada na pandemia que aborda de questões como o luto. O romance foi incluído na lista de 50 destaques literários do primeiro semestre de 2026 selecionados pelo GLOBO e deve sair ainda este ano em Angola.

