Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também lideram na rejeição entre eleitores. Enquanto o petista, que disputa a reeleição, tem 52% de rejeição, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 54%, segundo a nova pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e O GLOBO, divulgada nesta sexta-feira.
No início de agosto, Flávio era o pré-candidato com maior rejeição entre os testados, com a desaprovação de 54% dos eleitores, recuo de três pontos percentuais em relação a julho e número que se mantém nesta rodada. Mais próximo do início do ano, em abril, o percentual era menor, de 52%. Já Lula marcava 52% de rejeição em agosto, número que interrompeu uma tendência de queda no índice. Em julho, ele havia obtido 50%, tendo atingido o percentual de 53% em junho e de 55% em abril.
A pesquisa também é a primeira feita após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a Polícia Federal (PF) a investigar o filho do presidente Lula — Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — por suspeita de tráfico de influência. A corporação também apura um repasse da empresária Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Ao longo dos últimos meses, a campanha de Flávio fez esforços para aproximar o candidato do eleitorado feminino e reduzir a rejeição dele nessa faixa da população. A pesquisa é a primeira feita após ele anunciar a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para ser vice na chapa presidencial. Em março, durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do INSS, que presidiu, Gaspar foi acusado por parlamentares de estupro de vulnerável. O bolsonarista nega o crime e colocou seu material genético à disposição para a realização de um exame de DNA, como forma de rebater a suspeita. Como mostrou O GLOBO, um comerciante que é peça-chave na acusação apresentou versões opostas sobre o caso.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

