A família de Jason Arday, professor negro mais jovem da Universidade de Cambridge, ficou “em choque” após a morte inesperada do sociólogo, encontrado desacordado em uma propriedade em Battersea, no sul de Londres, na tarde desta sexta-feira (14). A causa ainda não foi informada.
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O episódio ocorre após semanas de grande exposição para o acadêmico, que havia deixado a instituição em meio a acusações de plágio e questionamentos sobre informações apresentadas por ele a respeito de sua trajetória profissional e conquistas.
Professor negro mais jovem de Cambridge é encontrado morto
Anselm Ebulue/ Reprodução
Em comunicado divulgado por meio da editora Simon & Schuster UK, os parentes prestaram homenagem ao professor, descrito como um “pai, companheiro, irmão, tio e filho incrível”.
Eles também afirmaram que o sociólogo havia sido alvo de uma “campanha contínua de abusos” por mais de três anos, desde que assumiu a posição em Cambridge.
“A campanha de desinformação foi demais para Jason, que era um homem gentil e sempre queria enxergar o melhor nas pessoas”, afirmou a família.
Renúncia após acusações
Em 5 de agosto, Arday renunciou ao cargo de professor de sociologia da educação em Cambridge, poucas horas depois de a instituição anunciar uma investigação sobre sua contratação e permanência.
Professor negro mais jovem de Cambridge é encontrado morto em Londres
Reprodução
Aos 37 anos, o acadêmico havia se tornado, em 2023, o professor negro mais jovem da universidade. Sua trajetória pessoal também ganhou destaque pela história de superação. Ele afirmou ter permanecido sem falar até os 11 anos e não ter aprendido a ler e escrever até o fim da adolescência.

