O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,6% em junho na comparação com maio, retirados os efeitos sazonais, divulgou a autoridade monetária nesta segunda-feira. Frente a junho de 2025, houve aumento de 2,4%.
O resultado do mês foi determinado pelo recuo de 1,4% na indústria e 0,5% em serviços. Já a agropecuária cresceu 1,0%, retirando seus efeitos, o IBC-Br recuou 0,9% no mês.
Com o resultado de junho, o IBC-Br, que é um indicador antecedente do Produto Interno Bruto (PIB), fechou o segundo trimestre com alta de 0,2% ante o primeiro trimestre do ano, com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço foi de 1,5%. No primeiro semestre de 2026, o IBC-Br cresceu 1,5%, mesmo percentual dos últimos 12 meses terminados em junho.
O resultado do IBC-Br de junho corrobora um quadro de desaceleração da atividade econômica que vêm se apresentando nos indicadores setoriais. No sexto mês do ano, houve queda expressiva na produção industrial, de 1,8% ante maio, e recuo de 1,0% nas vendas do varejo ampliado, enquanto o setor de serviços registrou estabilidade.
O arrefecimento da economia é esperado diante dos juros elevados, de 14% atualmente, considerando a taxa Selic. A expectativa é de que a desaceleração continue no segundo semestre, sobretudo com a redução dos efeitos dos estímulos fiscais dados pelo governo federal na primeira metade do ano, como a antecipação de precatórios.
O Banco Central estima que a economia do país deve crescer 2,0% este ano, já o governo federal projeta expansão de 2,3%.

