Após o fim do prazo para registro de candidaturas para as eleições de 2026 no último sábado, as estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultadas na noite desta segunda-feira apontam para uma redução de 29,7% no número de candidatos a cargos públicos na comparação com o último pleito federal, em 2022. Os postulantes caíram de 29.262, em 2022, para 20.530, na disputa deste ano. Os dados também mostram que o PL repete 2022 e segue como o partido com maior número de candidaturas.
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O partido de Flávio Bolsonaro registra 1.628 candidatos para o pleito, contra 1.618 da última eleição, um crescimento de 0,6%. As candidaturas do PL correspondem a 7,93% das 20.530 registradas.
O comparativo entre o número dos partidos com os maiores números de candidaturas
Editoria de Arte/Dados do TSE
Logo atrás vêm o MDB, com 1.391 candidatos (6,78% do total), além de Novo e Republicanos, com 1.296 (6,31%) cada. Partido do presidente Lula, o PT registrou 1.095 candidaturas (5,33%) e voltou ao “top 10”, mesmo com menos registros de candidaturas em relação a 2022, quando teve 1.119 candidatos.
Quando comparado ao pleito de 2022, o top 10 teve, ao todo, cinco mudanças: saíram União Brasil, PP, PTB, PSB e Patriota e entraram os partidos Novo, Podemos, PSD, PT e PSDB.
A diminuição no número geral de postulantes, que já havia sido observada nas eleições municipais de 2024, ocorre após mudanças nas regras eleitorais que incluem o fim das coligações nas eleições proporcionais e o avanço da chamada cláusula de barreira desde o pleito de 2018.
A norma exige que os partidos atinjam determinado patamar de votos nacionalmente para manter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e TV. Siglas que não atingem esse patamar isoladamente podem se combinar, após a eleição, para manter os benefícios, o que também tem levado nos últimos anos a uma redução do número de legendas aptas a lançar candidatos. Diante da regra, os partidos passaram a priorizar as eleições para a Câmara dos Deputados, uma vez que o total de eleitos na Casa é usado como parâmetro para calcular a cláusula de barreira.
PL ultrapassa 1.500 candidaturas legislativas
Dos cinco partidos com mais candidaturas registradas, o PL é o único a ultrapassar 1.500 candidaturas para cargos no Legislativo: 535 a deputado federal, 955 a deputado estadual e 25 a deputado distrital. Na última eleição, o partido ampliou sua vantagem como maior bancada da Câmara dos Deputados.
O PL também lidera entre os candidatos a senador (33) e governador (13). O MDB tem o segundo rol mais robusto de candidatos ao Executivo, com nove candidatos a governador e 19 a senador.
Veja a distribuição por cargo dos partidos com o maior número de candidaturas:
PL: 535 candidatos a deputados federais (32,86%), 955 a deputados estaduais (58,66%), 25 a deputados distritais (1,54%), 13 a governadores (0,80%), 33 a senadores (2,03%), 1 a presidente (0,06%), 11 a vice-governadores (0,68%), 1 a vice-presidente (0,06%) e 54 para suplentes (3,32%).
MDB: 461 candidatos a deputados federais (33,14%), 834 a deputados estaduais (59,96%), 21 a deputados distritais (1,51%), 9 a governadores (0,65%), 19 a senadores (1,37%), 11 a vice-governadores (0,79%) e 36 para suplentes (2,59%)
Novo: 505 candidatos a deputados federais (38,97%), 700 a deputados estaduais (54,01%), 25 a deputados distritais (1,93%), 8 a governadores (0,62%), 15 a senadores (1,16%), 1 a presidente (0,08%), 11 a vice-governadores (0,85%), 1 a vice-presidente (0,08%) e 30 para suplentes (2,31%)
Republicanos: 464 a candidatos a deputados federais (35,80%), 756 a deputados estaduais (58,33%), 23 a deputados distritais (1,77%), 8 a governadores (0,62%), 12 a senadores (0,93%), 8 a vice-governadores (0,62%) e para 25 suplentes (1,93%)
Podemos: 459 candidatos a deputados federais (37,75%), 701 a deputados estaduais (57,65%), 25 a deputados distritais (2,06%), 1 a governador (0,08%), 7 a senadores (0,58%), 3 a vice-governadores (0,25%), 20 para suplentes (1,64%)

