O tetracampeão mundial de Fórmula 1 Max Verstappen prorrogou seu contrato com a Red Bull até o fim de 2030, anunciou a escuderia nesta quinta-feira, após meses de especulações sobre seu futuro.
Initial plugin text
Até então, o contrato do piloto holandês, de 28 anos, era válido até o fim da temporada de 2028. A notícia foi anunciada durante a preparação para o Grande Prêmio de Zandvoort, onde Verstappen competirá em casa, para a alegria de seus fãs.
— Sempre disse isso: a equipe é como uma segunda família para mim e me sinto em casa. Vim para a equipe esperando vencer corridas. O que acabamos conquistando juntos é simplesmente lindo (“simply lovely”) — afirmou Verstappen, usando a frase com a qual costuma comemorar suas vitórias pelo rádio.
Verstappen é um dos pilotos mais bem-sucedidos da história do esporte, com quatro títulos mundiais consecutivos desde 2021.
Mas, após deixar escapar o título de 2025, conquistado pelo britânico Lando Norris, da McLaren, a temporada de 2026 vem sendo mais difícil para o piloto holandês. Ele não venceu nenhum Grande Prêmio na primeira metade da temporada e ocupa atualmente a sexta posição no campeonato de pilotos.
“Este compromisso vai além da continuidade de uma parceria que já é extraordinária” e representa “uma declaração poderosa de confiança mútua e ambição” destacou a Red Bull em seu comunicado.
As reclamações sobre o desempenho do carro da Red Bull neste ano levaram muitos a especular que Verstappen mudaria de equipe ou até mesmo deixaria a Fórmula 1. Mas o próprio piloto afirmou que quer voltar a vencer.
— Temos as melhores pessoas, e estou empolgado para continuar trabalhando com todos para voltar ao topo — disse o piloto, segundo o comunicado.
Despedida especial
Verstappen pilota pela Red Bull há uma década e estreou na equipe austríaca com uma vitória em sua primeira corrida. Em dez temporadas, conquistou quatro títulos mundiais e 71 vitórias na Fórmula 1, ajudando a Red Bull a conquistar dois títulos de construtores.
A notícia acrescenta emoção à última edição do Grande Prêmio dos Países Baixos que será realizada no circuito de Zandvoort.
Os organizadores do Grande Prêmio decidiram não manter a corrida em Zandvoort, em parte devido às dúvidas que cercavam o futuro de Verstappen na Fórmula 1, dada a importância do ídolo local para a popularidade do evento.
Desde seu retorno ao calendário da Fórmula 1, em 2021, Verstappen conquistou três vitórias consecutivas. Nas duas últimas edições, porém, terminou em segundo, atrás dos pilotos da McLaren Lando Norris (2024) e Oscar Piastri (2025).
Para essa despedida do circuito, Verstappen usará um capacete especial, inspirado na tradicional cerâmica azul de Delft.
— Fazer este anúncio durante o último Grande Prêmio em Zandvoort é um momento muito especial para mim também. Espero que possamos proporcionar aos fãs uma despedida especial nesta última corrida — disse Verstappen.
Rumo ao sucesso
Garantir a permanência de Verstappen também representa um grande impulso para a Red Bull em sua tentativa de alcançar Mercedes, Ferrari e McLaren na disputa pelo campeonato.
O holandês está constantemente entre os nomes citados quando se discute quem é o maior piloto da história da Fórmula 1, após ter sido encaminhado ao sucesso desde o nascimento. Seu pai, Jos Verstappen, competiu durante oito temporadas na Fórmula 1, enquanto sua mãe, a belga Sophie Kumpen, foi campeã de kart.
O pequeno Max começou no kart em 2005 e acumulou títulos, avançando pelas categorias até protagonizar uma temporada recorde em 2013. Quando estreou na F1 pela Toro Rosso, na Austrália, no início da temporada de 2015, tornou-se o piloto mais jovem a disputar uma corrida na categoria, quebrando o recorde por quase dois anos.
Ele tinha apenas 17 anos, 5 meses e 16 dias. Quando obteve sua carteira de motorista, aos 18 anos, já havia disputado 14 Grandes Prêmios no “grande circo”.
— Continuar esta jornada na mesma equipe pela qual corri durante toda a minha carreira é algo realmente especial e algo que sempre quis fazer — acrescentou.

