A federação PSDB-Cidadania protocolou na quarta-feira um pedido formal no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para saída imediata da coligação eleitoral da governadora Raquel Lyra (PSD), que é candidata à reeleição. A campanha de Lyra reagiu e, no mesmo dia, apresentou uma manifestação para assegurar a permanência dos partidos na composição.
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O desembargador eleitoral Paulo Machado Cordeiro, relator do caso, havia determinado prazo de 24 horas para manifestação da equipe jurídica da governadora. A permanência da federação na composição de Lyra foi questionada pela coligação Frente Popular de Pernambuco, do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB).
Em convenção realizada no dia 31 de julho, os diretórios estaduais do PSDB e Cidadania em Pernambuco decidiram apoiar a reeleição da governadora. Seis dias depois, entretanto, uma comissão interventora nacional, presidida por Aécio Neves (PSDB) e Alex Manente (Cidadania), aprovou a neutralidade nas eleições para o Executivo do estado.
A decisão de anular a convenção anterior ocorreu porque a direção nacional do Cidadania optou por apoiar Campos. O PSDB, por outro lado, mantém a aliança com Lyra.
Em nota, a equipe de Lyra afirma que a intervenção nacional foi “feita a toque de caixa”:
“A convenção estadual do PSDB-Cidadania, regularmente convocada e publicada, decidiu de forma irrevogável integrar a coligação de apoio a Raquel Lyra. Essa decisão soberana foi atropelada por uma intervenção às pressas, sem instauração de procedimento, sem notificação prévia e sem qualquer oportunidade de defesa. Um ato que não respeita garantias mais elementares do contraditório e da ampla defesa”, diz a equipe da governadora.
Segundo a nota, os precedentes da Justiça Eleitoral “são firmes ao exigir procedimento regular e direito de defesa antes da dissolução de qualquer órgão partidário”. “Uma manobra feita, sem essas garantias não encontra respaldo na jurisprudência”, conclui.

