A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), e o ex-governador do DF José Roberto Arruda (PSD) empatam nas intenções de voto intenções de voto da corrida eleitoral deste ano, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira. É a primeira sondagem do instituto a medir o pulso dos eleitores do DF desde a oficialização das candidaturas. Celina pontua 30% e Arruda aparece com 28%, o que configura empate dentro da margem de erro.
Em seguida, aparece o candidato do PT, Leandro Grass, com 11%.
O Datafolha entrevistou 910 pessoas entre os dias 18 e 21 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pelo grupo Globo e pelo jornal Folha de São Paulo.
O levantamento também apontou as intenções de votos dos candidatos Paula Belmonte (4%), do PSDB, Capelli 3%), do PSB, Kiko Caputo (2%), do Novo,, Professora Samara Mineiro (2%), da UP, Elisson (1%), do Agir, e Professor Robson (1%), do PSTU. Expedito Mendonça, do PCO, não pontuou.
Celina foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Ibaneis Rocha (MDB) em 2022. Ela chegou a romper com o aliado após trocas públicas de acusações envolvendo a crise de fraude financeira do banco Master e a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master.
Em meio às rusgas, Ibaneis desistiu de ser candidato a senador, mas o MDB, seu partido, continua na base de Celina e apoia a candidatura dela. A governadora também conta com o apoio do PL, que lançou Flávio Bolsonaro ao Planalto, e tem em sua chapa as candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).
Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está representado na disputa pelo petista Leandro Grass, que já comandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi deputado distrital.
Nome competitivo na disputa, Arruda tem a sua participação no pleito alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. Na quinta-feira, o Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que negue o registro da candidatura do ex-governador. A Justiça Eleitoral ainda não tomou uma decisão sobre o pedido.
Para a Procuradoria, Arruda continua inelegível por condenações por improbidade administrativa, algumas delas relacionadas a casos revelados pela Operação Caixa de Pandora, e permanece impedido de disputar eleições até 11 de dezembro de 2030.
O ex-governador, por outro lado, diz que a punição já terminou e acusa adversários de tentarem tirá-lo da disputa “no tapetão”.
Para considerar Arruda inelegível até 2030, o Ministério Público toma como ponto de partida uma condenação por improbidade relacionada a fatos ocorridos durante o governo Arruda. O processo envolveu pagamentos feitos pelo governo do DF a uma empresa por serviços prestados entre 2007 e 2009, sem cobertura contratual.
Segundo a decisão reproduzida na manifestação, parte desses recursos foi desviada para o pagamento de propina. A Justiça afirmou que foi montado um esquema em que os valores pagos por meio de reconhecimento de dívida eram superfaturados para viabilizar os repasses ilegais.
A discussão sobre a duração da inelegibilidade ganhou um novo capítulo com uma mudança feita na Lei de Inelegibilidades em 2025. A nova regra estabeleceu limites para a soma dos períodos de inelegibilidade quando uma pessoa acumula condenações por improbidade.
No caso de Arruda, o Ministério Público considera que as diferentes condenações não tratam de fatos juridicamente conexos e, por isso, sustenta que o período de impedimento chega a 12 anos, contados desde dezembro de 2018.

