O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou à Justiça, na última quinta-feira (21), o casal de pastores Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24, investigado por crimes sexuais contra adolescentes, e pediu a inclusão dos nomes dos dois na lista de procurados da Interpol. O casal está foragido desde que a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois. Entre os crimes apontados na denúncia estão estupro de vulnerável, estupro, importunação sexual, corrupção de menores, fraude processual e falsidade ideológica.
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Segundo o MPRR, o pedido de inclusão na Interpol considera o risco de fuga para países vizinhos e busca ampliar as possibilidades de localização dos dois. O órgão também solicitou que os denunciados sejam condenados ao pagamento de indenizações às vítimas, com valores que variam de R$ 30 mil a R$ 150 mil.
O que aponta a investigação
Wenderson e Arielly são investigados pela Polícia Civil de Roraima desde abril. O caso começou após o responsável por uma adolescente de 14 anos procurar a polícia e relatar uma possível situação de violência. Com o avanço das apurações, outros relatos foram identificados.
De acordo com o Metrópoles, a Polícia Civil informou que seis adolescentes foram formalmente reconhecidas como vítimas. Outras cinco pessoas apresentaram indícios de terem vivenciado situações semelhantes, mas não quiseram prestar declarações formalmente. As vítimas identificadas tinham entre 12 e 17 anos.
Segundo a investigação, o casal mantinha uma igreja em Boa Vista e teria usado a posição de liderança religiosa para se aproximar das adolescentes, conquistar a confiança delas e exercer influência sobre as vítimas.
Terceira pessoa foi indiciada
Wenderson foi indiciado por um número maior de crimes, entre eles estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de criança ou adolescente, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Já Arielly foi indiciada por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.
Além do casal, a investigação apontou a participação de uma terceira pessoa, uma mulher de 20 anos. Segundo a Polícia Civil, ela teria destruído provas que estavam armazenadas no celular de Wenderson. Ela foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores.
Caso tramita sob segredo de Justiça
Em nota, o MPRR informou que o processo está sob segredo de Justiça e, por isso, não divulgou detalhes da denúncia. As investigações continuam, inclusive para verificar a existência de outras possíveis vítimas e esclarecer as circunstâncias dos crimes atribuídos aos denunciados.

