Candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury afirma não se identificar nem com a direita nem com a esquerda e busca se apresentar como um nome de centro. Em discursos e entrevistas, o escritor tem feito da crítica à polarização uma das principais mensagens de sua campanha e argumenta que problemas como violência, educação e desemprego não têm “cor ideológica”.
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Essa posição foi defendida no debate organizado pela TV Bandeirantes, ao lado de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Depois de ameaçar não participar do encontro, Cury criticou a polarização da sociedade brasileira e demonstrou insatisfação com as ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). Romeu Zema (Novo) também não compareceu.
— O Brasil está dramaticamente doente, polarizado, radicalizado. Venderam uma ideia mentirosa que estamos em dois barcos. Estamos em um barco só, nem de direita, nem de esquerda. O barco se chama família brasileira, mais de 200 milhões de brasileiros. E 90% das dores não têm cor partidária — disse Cury.
Em entrevista recente, Cury se declarou de centro. Ao Valor, definiu-se como alguém de “mente de direita e coração social” e afirmou que não representa “aquele centro em cima do muro, mas que constrói o muro”. Seu slogan de campanha é “Centrado no que importa”.
Durante sabatina promovida por O GLOBO, CBN e Valor, o candidato repetiu que não se identifica nem com a direita nem com a esquerda e voltou a criticar a polarização política do país.
— Mais de 90% das dores não têm cor ideológica. Quando uma mulher é morta, essa dor não é de direita ou esquerda. Pessoas com autismo não são de direita ou esquerda. Quando o professor perdeu a autoridade e é refém dos alunos, não é dor de direita ou esquerda — afirmou.
Cury resumiu sua posição política com outra frase recorrente: “Minha mente é capitalista, com todos os pressupostos do capitalismo: meritocracia, Estado enxuto, empreendedorismo, liberdade de expressão, preservação da família, mas meu coração é social”.
— Eu posso ter valores da direita, dentro do centro, e também valores sociais. […] Existem contradições. Liberdade de expressão é cara para a esquerda. Você fala: “A esquerda quer controlar as mídias”. Não. Tem muitos setores da esquerda que valorizam a liberdade de expressão — afirmou o escritor.
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