Em um jogo com alternâncias no placar, Fluminense e Athletico empataram em 3 a 3 neste domingo, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão. Artilheiro do campeonato com 17 gols, o colombiano Viveros deixou tudo igual com um pênalti convertido nos acréscimos finais.
o roteiro da vitória do Fluminense por 3 a 2 sobre o Athletico, neste domingo, na Arena da Baixada, foi de altos e baixos. Sem Thiago Silva por conta do gramado sintético, as fragilidades defensivas do tricolor ficaram expostas. Mal na partida até então, Ignácio fo
Antes do jogo, já havia dúvidas sobre a presença de Thiago Silva no gramado sintético. Crítico desse tipo de piso, o zagueiro costuma evitar essa condição como forma de se precaver de possíveis lesões. A certeza de que ficaria fora veio quando ele assistiu, de tênis, ao aquecimento do Fluminense, quase como um auxiliar técnico. E foi nessa função provisória que ele também permaneceu no banco de reservas.
Apesar de ser visitante e com dois desfalques de peso — Thiago Silva e Hércules (suspenso) —, o Fluminense ficava mais com a bola, mas, ao mesmo tempo, encontrou dificuldades para furar a defesa do Athletico. Isso não quer dizer que o tricolor estivesse lidando com um cenário atípico, não à toa é a equipe que lidera em posse no campeonato.
Além de o jogo não fluir naturalmente no ataque, os erros de passe na saída de bola chamavam os donos da casa para o campo de ataque. Guga e Ignácio já haviam flertado com o perigo. O lateral-direito foi salvo por Martinelli, enquanto o zagueiro deu mole na disputa de corpo com Viveros, que parou duas vezes no goleiro Fábio.
Como esperado, a ausência de Thiago Silva foi muito sentida e escancarou as deficiências do sistema defensivo. Uma prova disso é justamente o gol de cabeça de Leozinho, que, apesar não ser um atacante alto, levou a melhor diante de Millán e Renê. Além da falha na marcação pelo alto, Mendoza teve espaço para avançar na ponta esquerda, olhar para a área e acertar o cruzamento.
Apesar da atuação abaixo do esperado até então, o Fluminense contou com o talento de Hulk para responder à altura três minutos depois. Especialista na bola parada, o camisa 7, enfim, marcou o seu primeiro gol de falta pelo tricolor em uma linda cobrança. Ex-Flamengo, o goleiro Santos chegou a encostar na bola e poderia ter feito melhor no lance para evitar o empate.
Os vacilos da defesa no primeiro tempo não foram suficientes para ligar o sinal de alerta. Logo após a volta do intervalo, a marcação pelo alto voltou a causar problema. Desta vez, Ganso e Ignácio bateram cabeça, Guga afastou mal na área e Benavidez aproveitou a sobra para colocar o Athletico novamente à frente do placar.
Diante do cenário adverso, o técnico Marcão promoveu as entradas de Lucho Acosta e Serna nos lugares de Ganso e Soteldo, respectivamente. Em baixa, o meia argentino deu mais criatividade no ataque, mas o Flu voltou a deixar tudo igual na base da sorte. Em uma jogada que já parecia acabada, Canobbio, ex-Athletico, chutou praticamente sem olhar e viu o goleiro Santos cometer um frango inacreditável.
Desde então, o tricolor cresceu na partida após as substituição feitas por Marcão e passou a acreditar na virada. E ela veio justamente com Ignácio, que havia se envolvido negativamente nos gols do Athletico, mas foi de vilão a herói após receber assistência de Hulk em cobrança de falta.

