Após a troca de Luis Zubeldía por Marcão, a maré virou definitivamente no Fluminense. Além de o desempenho da equipe ter melhorado, há jogadores que evoluíram individualmente. Um exemplo disso é Hulk, que fez três gols em quatro jogos sob o novo comando, contra apenas um gol em sete partidas com o técnico anterior. No empate em 3 a 3 com o Athletico-PR, no domingo, pelo Campeonato Brasileiro, o atacante marcou o seu primeiro gol de falta pelo tricolor.
A bola parada, inclusive, é a especialidade da casa. Das quatro vezes em que balançou as redes pelo Flu até aqui, duas foram desse jeito: além da falta contra o Furacão, Hulk fez de pênalti diante do Grêmio. No último jogo, ele também cobrou uma falta na medida para Ignácio virar o jogo em 3 a 2, mas o time acabaria levando o empate já nos acréscimos.
— Hulk é grande demais. Estava em um período de adaptação, e acho que tem respondido muito bem nos treinamentos, evoluído e participado mais. Tem conhecido melhor o grupo. Está cada vez melhor, conversando e compartilhando conhecimento com os jogadores e a comissão técnica. A tendência é evoluir o tempo todo. Em momentos grandes ele responde à altura — destacou Marcão.
Se agora começa a engrenar pelo tricolor, o início de Hulk não foi fácil. Pelo contrário, precisou conviver com as críticas da torcida. À época, Zubeldía foi contestado justamente por manter o camisa 7 no time titular, enquanto John Kennedy, artilheiro da equipe na temporada, ficava no banco. O ex-Atlético-MG não é exceção nesse caso.
— Sempre buscamos nos apoiar. O Hulk chegou, começou a ser vaiado, e a gente conversava e falava que era tranquilo, que passa, que é normal. Você vem com o patamar alto, todo mundo espera muito. O jogador precisa se adaptar quando está chegando a um lugar novo. Mas o futebol brasileiro nunca vai entender ou esperar por isso. Os torcedores vão sempre querer resultados, e a gente tem que trabalhar para dar isso o mais rápido possível — revelou o também criticado Soteldo ao GLOBO.

