A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, mostra um cenário de empate técnico no primeiro e em eventual segundo turno entre o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. Na segunda volta, ambos aparecem com 46% das intenções de voto, no pior cenário para Lula na pesquisa desde o início de maio.
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Na simulação de segundo turno, o presidente oscilou 2,5 pontos percentuais para baixo, no limite da margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos, em relação ao levantamento anterior, do início de agosto, quando tinha 48,5%. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que somava 43%, subiu três pontos. Brancos e nulos contabilizam 3,5%, e outros 4,5% não souberam responder.
O petista manteve a liderança numérica no cenário de segundo turno contra Flávio ao longo dos últimos quatro meses e chegou a alcançar, na pesquisa anterior, a segunda maior vantagem desde janeiro. No entanto, os novos números mostram uma situação novamente apertada para a reeleição de Lula em meio às investigações envolvendo seu filho, o Lulinha, e à crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF), capitalizada pelo seu oponente.
Empate técnico no 1º turno
No cenário de primeiro turno, os dois candidatos também aparecem empatados tecnicamente dentro da margem de erro, com Lula somando 38,4% das intenções de voto, seguido por 37,3% de Flávio Bolsonaro. Na sequência, estão o escritor Augusto Cury (Avante), com 6,6%; Renan Santos (Missão) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), cada um com 4%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o empresário Pablo Marçal (PRTB), com 1,5% cada.
Samara (UP) tem 0,7% das intenções de voto; Rui Costa Pimenta (PCO) tem 0,4%; Veterinário Wilson Grassi (Democrata) tem 0,2% e Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB) têm 0,1% cada. Brancos, nulos e os que não pretendem votar em nenhum dos candidatos somam 2,5%, e outros 2,8% não souberam responder.
Os números são referentes ao primeiro turno da pesquisa estimulada, que apresenta as opções para que o entrevistado escolha. Em relação à rodada do início de agosto, quanto tinha 43%, Lula caiu 4,6 pontos percentuais. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro, que tinha 35%, oscilou 2,3 pontos percentuais para cima.
Assim como em outros levantamentos, a variação mais expressiva foi a de Augusto Cury, que subiu 4,9 pontos percentuais e saiu do sexto para o terceiro lugar nas intenções de voto. Os demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.
Na última pesquisa, a pergunta estimulada ainda englobava o nome de Cabo Daciolo (Mobiliza), que decidiu disputar o governo do Amazonas. Na nova rodada, além de retirar o nome do candidato, o levantamento incluiu Pablo Marçal, Veterinário Wilson Grassi e Clariana Barão.
Na pergunta espontânea, em que não são oferecidas alternativas para o entrevistado, Lula também lidera numericamente, porém novamente em cenário de empate técnico com Flávio Bolsonaro: 30,7% e 28%, respectivamente. Porém, enquanto o petista caiu 3,7 pontos percentuais, o senador saltou 5 pontos desde agosto. Em seguida, estão Augusto Cury, com 3,2%, Renan Santos, com 3%, e Ronaldo Caiado, com 2%.
A Meio/Ideia simulou ainda outros cenários de segundo turno envolvendo o atual presidente contra Caiado, Augusto Cury, Renan Santos e Zema. Em todos, Lula lidera as intenções de voto. Com o ex-governador de Goiás, há a menor distância: o petista marca 46% contra 42%.
Já com o nome do Avante, a diferença é de 46% para 40,9% e, com o do Missão, 46% contra 40,3%. A maior vantagem é com o postulante do Novo, em que Lula faz 46% contra 38%. Em todos os casos, no entanto, a distância encolheu em relação à pesquisa de agosto.
Para 64% dos ouvidos pelo levantamento, o voto já está decidido, uma oscilação de dois pontos para baixo em relação aos 66% registrados mês passado, ou seja, dentro da margem de erro. Outros 36% ainda podem mudar a decisão, percentual que era de 34% em agosto.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1,5 mil pessoas por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07935/2026.
Lula lidera rejeição
Perguntados sobre quais candidatos não votariam de jeito nenhum, o presidente Lula lidera a lista, com 46,6% de menções — o percentual oscilou 0,8 ponto percentual para baixo em relação a agosto. No mês passado, Flávio Bolsonaro havia ultrapassado o atual presidente, chegando a 48% de rejeição, mas recuou 2,3 pontos na nova pesquisa, descendo para 45,7% e voltando para o segundo lugar. Todos os outros candidatos têm menos de 15% de rejeição.
Ainda assim, 47,5% dos entrevistados dizem que poderiam votar em Lula, um recuo de 0,5 ponto em relação ao percentual de agosto, mas o maior percentual entre os candidatos. O petista continua numericamente acima de Flávio Bolsonaro, no qual 47% reconhecem a possibilidade de voto, um crescimento de 3 pontos em relação à pesquisa anterior. Em seguida, aparecem Caiado, cogitado por 40%, e Augusto Cury, que saltou de 18% para 38,5% de eleitores que afirmam poder escolhê-lo na urna.
Outro sinal ruim para a reeleição de Lula é que o presidente também amarga uma avaliação ruim de seu governo: 48,4% desaprovam a gestão do petista. O percentual recuou 0,6 ponto em relação a agosto, mas permanece acima dos 46,5% que aprovam a gestão, número que também desceu dois pontos percentuais em um mês. Outros 5,1% não souberam responder.
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Pesquisa Meio/Ideia mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turnos; veja os números
A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, mostra um cenário de empate técnico no primeiro e em eventual segundo turno entre o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. Na segunda volta, ambos aparecem com 46% das intenções de voto, no pior cenário para […]