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Mulher presa por suspeita de ser tesoureira de estrutura criminosa ligada a Fernandinho Beira-Mar é comadre do traficante

Comadre de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e apontada pela polícia como tesoureira da estrutura criminosa vinculada ao traficante, Shirley de Figueiredo Ângelo foi presa, nesta terça-feira, por policiais civis da 28ª DP (Praça Seca). Conhecida como Manequim, ela foi localizada na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e estava […]

Mulher presa por suspeita de ser tesoureira de estrutura criminosa ligada a Fernandinho Beira-Mar é comadre do traficante


Comadre de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e apontada pela polícia como tesoureira da estrutura criminosa vinculada ao traficante, Shirley de Figueiredo Ângelo foi presa, nesta terça-feira, por policiais civis da 28ª DP (Praça Seca). Conhecida como Manequim, ela foi localizada na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. Beira-Mar está preso no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Condenado a mais de 300 anos de prisão, ele se encontra custodiado há mais de 20 anos.
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A investigada é alvo da polícia há mais de duas décadas por seu envolvimento com o tráfico de drogas. Após a prisão de Beira-Mar na Colômbia, em 2001, ela foi identificada pela Polícia Federal como responsável pelas finanças da organização. Seu nome também aparece no relatório final da CPI do Narcotráfico, instaurada pela Câmara dos Deputados. Casada com Marcos José Monteiro Carneiro, o Periquito, também apontado como integrante da organização criminosa e atualmente preso, ela é investigada por, segundo a polícia, intermediar negociações entre o marido e outros membros da facção.
As apurações dos investigadores apontam que o companheiro dela participava da compra de drogas e armas em países vizinhos, além do transporte e da comercialização desse material no Brasil. Ele e Beira-Mar são velhos conhecidos da polícia e teriam começado juntos a vida no crime. Em 1986, os dois receberam suas primeiras anotações criminais. Eles foram condenados a uma pena de seis anos por roubar diamantes de uma joalheria, em Petrópolis, na Região Serrana.
Shirley logo após ser presa na Rodovia Presidente Dutra
Reprodução
Segundo Geovan Omena, delegado adjunto da 28ª DP, Shirley vinha tendo os passos monitorados pela polícia. Nesta terça-feira, duas equipes da delegacia conseguiram interceptar uma Kombi que levava a mulher para Resende, no Sul do estado. A prisão da suspeita ocorreu sete meses após agentes da mesma unidade terem participado da captura de outro integrante da organização. Marinilson Carneiro da Silva, o Habib’s, irmão de Periquito, foi detido em fevereiro deste ano, em Cabrobó, no sertão de Pernambuco. A operação da Polícia Civil fluminense ocorreu com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco.
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Apontado como um dos braços direitos de Beira-Mar, Marinilson seria responsável pela compra e distribuição de grandes carregamentos de droga destinados ao Comando Vermelho. Ele foi preso em 13 de fevereiro deste ano, no local conhecido como “Polígono da Maconha”. Segundo os investigadores, ele era um dos principais responsáveis pela aquisição e distribuição de drogas no atacado para a facção Comando Vermelho (CV). Marinilson negociava diretamente com os produtores da droga e inspecionava a qualidade dos entorpecentes destinados a diferentes comunidades do Rio dominadas pelo CV.
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Segundo as investigações, Marinilson e Marcos — marido de Shirley — são irmãos. A polícia informou que os dois presos chegaram a ser sócios em uma empresa usada para o transporte de drogas do Rio para outros estados. A prisão da mulher foi decretada pela Justiça Federal, que expediu o mandado pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e colaboração com organização criminosa.
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Já Maicon Ângelo Monteiro, filho de Shirley, apontado como afilhado de Beira-Mar e também integrante da mesma quadrilha, está preso à disposição da Justiça desde 2017. Procurada, a defesa de Shirley disse que os fatos serão esclarecidos no próprio processo. Abaixo, a íntegra da nota enviada pelos advogados.
“Os advogados Flávio Mendonça de Quadro — OAB/RJ 203.678 – e Fernando Menezes — OAB/RJ 237.177 —, responsáveis pela defesa de Shirley de Figueiredo Ângelo, agradecem o espaço concedido à defesa e respeitam o importante trabalho desenvolvido pela imprensa. Neste momento delicado, Shirley está sendo acolhida e integralmente assistida por seus advogados. A defesa considera juridicamente prudente não antecipar conclusões sobre as atribuições divulgadas antes do acesso completo aos elementos do procedimento. Os fatos serão esclarecidos no ambiente próprio, sob as garantias constitucionais do devido processo legal, contraditório, ampla defesa e presunção de inocência, preservando-se, acima de tudo, a dignidade de Shirley”.
A defesa dos demais citados, também feita pelos mesmos advogados, disse que não se manifestará sobre eles neste primeiro momento.
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BRCOM