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Janja defende histórico de Lula com mulheres e diz que pauta ‘não é eleitoral’

A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, durante cerimônia de mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, no Rio, que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sempre esteve ao lado das meninas e das mulheres brasileiras”. Embora Janja tenha reforçado que o tema não é “eleitoral”, a agenda ocorre em um momento em […]

Janja defende histórico de Lula com mulheres e diz que pauta ‘não é eleitoral’


A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, durante cerimônia de mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, no Rio, que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sempre esteve ao lado das meninas e das mulheres brasileiras”. Embora Janja tenha reforçado que o tema não é “eleitoral”, a agenda ocorre em um momento em que o petista tem vantagem entre as eleitoras no país: segundo a última pesquisa Quaest, Lula tem 37% das intenções de voto entre as mulheres, contra 26% de Flávio Bolsonaro (PL).
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— Ele sempre esteve ao lado das meninas e das mulheres brasileiras. Essa não é uma pauta que se assume apenas em determinados momentos. Não é uma pauta eleitoral. O respeito e a proteção à vida das mulheres e meninas é uma pauta moral — disse Janja.
Eleitorado feminino
O discurso também ocorreu em um cenário eleitoral mais desafiador para Lula no país quanto ao voto feminino. Na última rodada da Quaest, contratada pelo jornal O GLOBO e a TV Globo, Lula teve uma oscilação negativa: saiu de 40% de intenção de voto feminino no país na pesquisa passada para 37%. Enquanto isso, Flávio variou positivamente, subindo três pontos percentuais desde a última estimativa, alcançando 26%ce. Ambas as movimentações se dão dentro da margem de erro.
Já entre os homens, o presidente ultrapassa numericamente o senador fluminense, marcando 35% contra 33%, o que caracteriza um empate técnico, dentro da margem de erro.
No Rio, onde Janja participou do evento nesta quinta-feira, essa vantagem de Lula entre as mulheres cresceu, segundo as pesquisas. Na simulação mais recente o presidente marcou 35% das intenções de voto feminino, contra 30% de Flávio. Na pesquisa anterior, Lula tinha chegado a 31%.
Já entre os homens, o candidato do PL contraria o cenário de empate técnico nacional e abre uma diferença maior: 41% a 30%. Fora do recorte de gênero, entre todos os eleitores fluminenses, Flávio aparece com 35%, ante 33% de Lula.
A pesquisa foi realizada por meio de 1.302 entrevistas, com eleitores do estado do Rio de Janeiro com 16 anos ou mais, entre 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE é: BR-09705/2026.
Pacto contra o feminicídio
A primeira dama, Janja, e o governador interino do Rio Ricardo Couto
Mauro Pimentel/ AFP
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, coordenado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, foi lançado em fevereiro deste ano. O acordo reúne os Três Poderes e os Ministérios Públicos em uma articulação para prevenir a violência contra mulheres e meninas, proteger as vítimas e responsabilizar os agressores.
Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) apontam que o Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026, contra 876 no mesmo período de 2025, uma redução de 3,2%. No Sudeste, foram 302 vítimas nos sete primeiros meses deste ano, ante 317 no mesmo período do ano passado, queda de 4,7%.
Entre os objetivos do Pacto estão acelerar a concessão de medidas protetivas e ampliar a rede de proteção às mulheres. A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República coordena o comitê gestor do pacto.
Além de Janja, participaram da cerimônia o governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, as ex-ministras Anielle Franco e Nísia Trindade, a ministra Esther Dweck e as deputadas Benedita da Silva (PT) e Renata Souza.

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BRCOM