“Achei o Jamiroquai meio deslocado no dia do k-pop”; “quem é PJ Morton, é o que ele está fazendo no meio das crianças no Rock in Rio?”.
As rede sociais estranharam representantes da música “adulta” (ou seja, aqueles que normalmente apelam para um público mais velho, sendo permitido seu consumo por todas as idades) no dia em que os jovens Stray Kids, Nexz e Hwasa traziam a “novidade” da Ásia ao Rock in Rio, mas o festival tem essa prática há tempos: sempre pensando no conceito de evento para toda a família, a programação leva em conta pais e filhos.
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Rock in Rio 2026: Acompanhe o festival em tempo real
— Quando eu trouxe Travis Scott (astro americano do trap, em 2024), vi que o dia foi uma dureza para os pais, todo mundo sofreu para ir. Aí no The Town, quando o Travis veio de novo, eu já trouxe a Lauryn Hill — disse o curador Zé Ricardo ao GLOBO ao analisar o amplo espectro dos artistas no dia 11 deste ano, o do k-pop. — Porque aí o pai fala que quer ir também. Então, a ideia é criar também dias de curadorias independentes, porque o Rock in Rio talvez seja o festival que mais abraça as gerações hoje.
Um festival que disponibiliza 100 mil ingressos por dia tem que pensar grande, o que ajuda a justificar, por exemplo, artistas como a dupla Rubel/Vanessa da Mata e a jovem Laufey no dia em que os pratos principais eram Gilberto Gil e Elton John. Ou o sabadão família que reuniu Pedro Sampaio, J Balvin, Demi Lovato e Maroon 5 — e boa parte dos 100 mil presentes não ficou na Cidade do Rock até o fim, satisfeita com sua porção do quinhão (e era sábado, e não choveu).
É claro que a programação de um grande festival de música (que tem rock no nome, mas não assinou nenhum documento de exclusividade com qualquer gênero) está sujeita a chuvas e trovoadas, literais e metafóricas, como um Calvin Harris “salvando” um dia que seria de rock (e cujos ingressos voaram) ou um Twenty One Pilots na jornada que seria exclusivamente feminina (mas a headliner furou). Mas os estranhos no ninho normalmente estão ali por algum motivo.
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