A líder da extrema direita australiana Pauline Hanson pediu desculpas nesta terça-feira após chamar os povos indígenas do país de “primitivos”. A senadora por Queensland afirmou que costuma se expressar mal e disse que não teve a intenção de magoar ninguém.
— Sempre enfiei os pés pelas mãos pela forma como digo as coisas — afirmou Hanson em entrevista à News24, garantindo que “não é a pessoa que melhor se expressa”: — Lamento ter dito isso porque não quero chatear as pessoas. Não era minha intenção magoar ninguém.
A declaração havia provocado uma onda de indignação na segunda-feira, quando Hanson descreveu os indígenas australianos como “a raça mais primitiva da Terra”. Conhecida por declarações racistas e incendiárias contra minorias, a senadora lidera o One Nation, partido que está em forte ascensão e aparece atualmente entre as legendas mais populares da Austrália, segundo pesquisas de opinião.
Os povos indígenas australianos habitam o continente há mais de 60 mil anos. A expectativa média de vida dessa população é cerca de oito anos menor que a do restante dos australianos.
Entre os fatores associados à desigualdade estão problemas crônicos de saúde, taxas mais elevadas de pobreza, acesso mais limitado aos serviços de saúde em algumas comunidades e causas socioeconômicas complexas.
Líder da extrema direita australiana se retrata após chamar indígenas de 'primitivos'
A líder da extrema direita australiana Pauline Hanson pediu desculpas nesta terça-feira após chamar os povos indígenas do país de “primitivos”. A senadora por Queensland afirmou que costuma se expressar mal e disse que não teve a intenção de magoar ninguém. — Sempre enfiei os pés pelas mãos pela forma como digo as coisas — […]