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O que é Metabolic Beauty? Entenda o conceito que vai além da aparência

Por muito tempo, falar em cuidados corporais significava, sobretudo, falar em perder peso, reduzir medidas e alcançar o chamado “corpo de verão”. A balança e o espelho concentravam boa parte dessa conversa. Agora, uma abordagem conhecida como Metabolic Beauty, ou beleza metabólica, propõe ampliar esse olhar e considerar também aspectos como composição corporal, sono, alimentação, […]

O que é Metabolic Beauty? Entenda o conceito que vai além da aparência


Por muito tempo, falar em cuidados corporais significava, sobretudo, falar em perder peso, reduzir medidas e alcançar o chamado “corpo de verão”. A balança e o espelho concentravam boa parte dessa conversa. Agora, uma abordagem conhecida como Metabolic Beauty, ou beleza metabólica, propõe ampliar esse olhar e considerar também aspectos como composição corporal, sono, alimentação, disposição e qualidade de vida.
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“Passamos a olhar o paciente como um todo. Não é apenas sobre perder centímetros, mas melhorar metabolismo, composição corporal, energia, sono, saciedade e, principalmente, saúde e longevidade”, afirma o médico Vinicius Mustafá, pós-graduado em Endocrinologia e Metabologia.
A discussão também chama atenção para uma questão que nem sempre aparece quando o foco está apenas no peso: emagrecer não significa necessariamente perder apenas gordura. Dependendo da estratégia adotada, parte da redução pode envolver massa muscular, o que interfere na força, na disposição e na manutenção do resultado.
“A pessoa pode emagrecer perdendo muita massa muscular, o que pode comprometer metabolismo, força, energia e até a manutenção do resultado. Por isso, sou contra a automedicação. O processo precisa ser realizado com supervisão de um profissional de saúde”, pondera.
O número da balança não conta tudo
O peso, isoladamente, também não mostra como essa massa está distribuída. O mesmo vale para o índice de massa corporal (IMC), que relaciona peso e altura, mas não diferencia gordura de massa muscular.
“Duas pessoas podem pesar o mesmo, mas ter proporções completamente diferentes de gordura visceral, gordura corporal e massa muscular, além de diferenças hormonais e metabólicas. Uma pessoa que pratica musculação e apresenta um percentual de gordura muito baixo pode, inclusive, ter um IMC elevado”, explica o médico.
Por isso, outros indicadores podem ajudar a construir uma visão mais completa, como circunferência abdominal, composição corporal, massa muscular, distribuição da gordura, exames metabólicos e pressão arterial. Sono, disposição, fome e saciedade também entram nessa avaliação.
“Composição corporal, circunferência abdominal, massa muscular, gordura visceral, exames metabólicos, pressão arterial, sono, energia, fome e saciedade ajudam a contar uma história muito mais completa do que a balança isoladamente”, acrescenta Mustafá.
Com a popularização dos medicamentos para emagrecimento, a discussão sobre composição corporal ganhou ainda mais espaço. Em uma perda de peso significativa, acompanhar de onde vêm os quilos eliminados pode ser importante para preservar a massa muscular.
“Quando temos uma perda de peso importante, precisamos garantir que o objetivo seja principalmente reduzir gordura e preservar o máximo possível de massa muscular”, ressalta o médico.
A mudança também aparece na percepção de alguns pacientes, que começam a estabelecer metas para além do número na balança. “Muitos ainda chegam preocupados exclusivamente com a balança, mas cada vez mais entendem que o verdadeiro resultado é melhorar a composição corporal, a saúde metabólica e a qualidade de vida”, observa.
Sono, estresse e rotina também entram na conversa
O estilo de vida é outro elemento considerado nessa discussão. Sono, estresse e comportamento alimentar podem influenciar a fome, a saciedade e a disposição para manter uma rotina de atividade física.
“Vejo muita diferença entre os pacientes que atendo. Quem vive em grandes centros, por exemplo, tende a sofrer mais com a má qualidade do sono. E sono ruim e estresse crônico podem alterar fome, saciedade, comportamento alimentar e recuperação muscular. Por isso, emagrecimento não é apenas uma questão de calorias. É também uma questão hormonal, comportamental e metabólica”, destaca Mustafá.
Mais do que a relação entre calorias ingeridas e gastas, entram nessa equação as condições de vida e a capacidade de manter determinados hábitos. Alimentação equilibrada, atividade física regular e sono adequado seguem como bases desse cuidado.
Para a farmacêutica Patrícia França, que atua na área de desenvolvimento científico, a suplementação, quando indicada, também deve partir de uma avaliação individual. A ingestão adequada de proteínas, por exemplo, pode contribuir para preservar a massa muscular durante um processo de perda de peso, mas a necessidade varia de pessoa para pessoa.
Nesse contexto, suplementos não devem ser vistos como atalhos ou substitutos de hábitos fundamentais. Estratégias complementares precisam levar em conta as condições de saúde e os medicamentos em uso.
No fim, a proposta do Metabolic Beauty é olhar para os resultados para além da balança. Disposição, sono, composição corporal e a capacidade de manter as mudanças ao longo do tempo também fazem parte dessa avaliação.
“O conjunto dos dados conta uma história muito melhor do que a balança isoladamente”, pontua Mustafá.

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Autor

BRCOM