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Xuxa resgata saia de Carolina Herrera comprada há mais de 30 anos em Nova York

Xuxa voltou a Nova York com uma peça que já havia passado pela cidade muito antes de seu retorno à Semana de Moda. No desfile da Carolina Herrera, a apresentadora apareceu ao lado da filha, Sasha Meneghel, usando uma saia preta comprada por ela própria na cidade entre 1991 e 1992. Guardada por mais de […]

Xuxa resgata saia de Carolina Herrera comprada há mais de 30 anos em Nova York


Xuxa voltou a Nova York com uma peça que já havia passado pela cidade muito antes de seu retorno à Semana de Moda. No desfile da Carolina Herrera, a apresentadora apareceu ao lado da filha, Sasha Meneghel, usando uma saia preta comprada por ela própria na cidade entre 1991 e 1992. Guardada por mais de três décadas, a peça ganhou uma nova aparição justamente em um momento marcante para a grife, que completa 45 anos em 2026.
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A escolha do look estabelece uma ponte entre diferentes momentos da trajetória de Xuxa. Segundo a apresentadora, Carolina Herrera faz parte de sua relação com a moda desde os anos em que trabalhava como modelo e apresentadora.
Desta vez, porém, a roupa não entrou em cena apenas como uma referência ao passado: voltou a ser usada em um dos principais eventos do calendário fashion internacional, décadas depois de ter sido comprada.
Mais de 30 anos depois, Xuxa volta a usar saia de Carolina Herrera comprada em Nova York
Reprodução Instagram
Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista no mercado de luxo, o episódio ajuda a explicar por que determinadas peças ganham uma dimensão que vai além de seu valor material.
“Essa saia não é especial apenas porque é Carolina Herrera. Ela tem uma história. Foi comprada pela Xuxa nos anos 90, em Nova York, fez parte da vida dela e agora volta ao mesmo cenário décadas depois. Isso cria uma camada de valor que não está na etiqueta da peça, mas naquilo que ela passou a representar”, avalia.
A cena também contrasta com a lógica de novidade que costuma movimentar a moda. Em vez de recorrer a um lançamento para um evento de grande visibilidade, Xuxa escolheu uma peça que já estava em seu guarda-roupa havia mais de 30 anos.
A saia de Carolina Herrera que Xuxa comprou nos anos 90 e voltou a usar em Nova York
Reprodução Instagram
Segundo Tamara, é justamente a capacidade de atravessar diferentes momentos sem perder o sentido que pode tornar um item especialmente relevante.
“Existe uma diferença entre algo antigo e algo que permaneceu. Quando uma peça atravessa o tempo e continua fazendo sentido para quem a possui, ela ganha permanência. E permanência é um atributo muito poderoso no luxo, porque fala de algo que não depende de uma tendência para continuar relevante”, explica.
A presença de Sasha acrescenta outra camada à cena. Mãe e filha, de gerações distintas, dividem o mesmo espaço na Semana de Moda de Nova York enquanto constroem percursos próprios na moda. Sasha cresceu próxima desse universo e hoje desenvolve sua identidade, enquanto Xuxa reaparece com uma peça que remete a uma fase anterior de sua vida profissional.
“Quando falamos em herança, não precisamos pensar apenas em uma joia ou em uma bolsa que passa de mãe para filha. Existe também uma herança de referências, de marcas, de histórias e de repertório. A Sasha cresceu tendo contato com esse universo e hoje constrói a própria trajetória. É muito interessante ver essas duas gerações ocupando o mesmo espaço, cada uma com sua singularidade”, diz Tamara.
Xuxa surpreende ao usar em Nova York saia de Carolina Herrera comprada nos anos 90
Reprodução Instagram
É o vínculo pessoal, afirma a especialista, que faz a diferença entre uma peça que apenas atravessou o tempo e outra que ganhou significado ao longo dos anos.
“Uma marca pode criar uma peça muito bonita, exclusiva e desejada. Mas a história que uma pessoa constrói com aquela peça é impossível de replicar. Você pode reproduzir o desenho de uma saia, mas não consegue reproduzir o fato de ela ter sido comprada pela Xuxa em Nova York nos anos 90 e ter voltado para a cidade mais de 30 anos depois. Essa história é singular”, observa.
O reencontro acontece ainda no ano em que a Carolina Herrera celebra 45 anos. Fundada em 1981, a marca atravessou diferentes momentos da moda mantendo elementos reconhecíveis de sua identidade. A coincidência entre o aniversário da grife, a relação de longa data de Xuxa com a etiqueta e o retorno de uma peça comprada no início dos anos 90 cria uma conexão entre épocas distintas.
“É isso que torna esse episódio tão interessante. Temos uma marca celebrando 45 anos, uma mulher que tem uma história pessoal com essa marca e uma peça comprada há mais de 30 anos voltando à cena. Existe continuidade. E, no luxo, continuidade não significa fazer sempre a mesma coisa, mas preservar uma identidade que consegue atravessar o tempo”, pontua.
Xuxa leva à Semana de Moda de Nova York saia de Carolina Herrera dos anos 90
Reprodução Instagram
A saia, portanto, deixa de ser apenas parte do figurino de Xuxa para funcionar como uma espécie de arquivo pessoal. Em uma indústria acostumada a transformar o novo em desejo, a escolha mostra outro caminho: o de uma peça que não perdeu seu lugar justamente porque acumulou experiências, afetos e referências ao longo do tempo.
Na leitura de Tamara, esse vínculo ajuda a explicar o valor simbólico associado ao mercado de alto padrão.
“Quando uma peça deixa de ser apenas um objeto e passa a fazer parte da memória de alguém, ela ganha outro significado. O luxo está também nessa capacidade de criar vínculos, construir narrativas e permanecer”, conclui.

Xuxa resgata saia de Carolina Herrera comprada há mais de 30 anos em Nova York

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BRCOM