O presidente Donald Trump criticou em sua rede social o aperto no juro americano realizado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano) nesta quarta-feira. A autoridade monetária do país realizou hoje a primeira alta dos juros americanos desde julho de 2023, após mais de cinco anos com dados de inflação acima da meta de 2%.
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Em um postagem na Truth Social, Trump afirmou que “As taxas de juros nos Estados Unidos deveriam ser de 1%, ou menos, porque somos, DE LONGE, o melhor crédito do mundo”, e exigiu a redução das taxas de forma rápida:
“Nosso país está EM PLENO BOOM, com novos investimentos! Se parássemos de negociar com todos os países com os quais temos déficit, que são a maioria deles, ganharíamos pelo menos US$ 1,5 trilhão por ano. A palavra “déficit” nada mais é do que uma palavra sofisticada para “PREJUÍZO”, disse ele, afirmando que os Estados Unidos estão ““carregando” praticamente todos os países do mundo, e isso não pode continuar por mais tempo. REDUZAM AS TAXAS DE JUROS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, E RÁPIDO!”.
Durante a entrevista coletiva após a decisão, Kevin Warsh, escolhido por Trump para comandar o Fed, afirmou que não devia explicações ao presidente Donald Trump:
— Não temos nada para discutir com o Presidente — se limitou a dizer.
Donald Trump elevou o tom sobre o Fed no ano passado. O presidente americano chegou a ameaçar demitir o antecessor de Warsh, Jerome Powell, na tentativa de intervir na autoridade monetária e conseguir juros mais baixos. Taxas menores tendem a diminuir o valor do dólar e aumentar a competitividade dos produtos americanos, potencializando a indústria do país.
O Fed anunciou hoje o aumento para tentar reduzir a inflação, que está acima da meta de 2% ao ano desde 2021. A autoridade monetária americana possui o chamado duplo mandato: estabelecer o menor nível de desemprego possível mirando uma meta de 2% de inflação anual. Porém, o Índice de Preços para o consumidor (PCE), um dos principais indicadores para medir a inflação no país, está acima de 2% desde abril de 2021. Em agosto, ele registrou acumulado de 3,4% em doze meses.
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