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Banco Central reduz Taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo

Com dados mais favoráveis para o controle inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu o quinto corte consecutivo da Taxa Selic nesta quarta-feira, com redução de 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, em sua última reunião antes das eleições presidenciais. Em um comunicado sucinto e sem muitas novidades, […]

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Com dados mais favoráveis para o controle inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu o quinto corte consecutivo da Taxa Selic nesta quarta-feira, com redução de 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, em sua última reunião antes das eleições presidenciais. Em um comunicado sucinto e sem muitas novidades, o BC manteve a postura de não dar sinalizações para as próximas reuniões devido aos riscos em torno do cenário de inflação e da incerteza acima do usual.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o comunicado do Copom desta quarta.
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Desde março, quando foi iniciado o ciclo de baixa, a redução da Selic totaliza 1,25 ponto percentual. Com a queda desta quarta, os juros básicos da economia brasileira ficam no menor nível desde março de 2025 (13,25%).
A decisão do colegiado liderado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, nesta quarta-feira foi unânime. O movimento era esperado de forma praticamente consensual no mercado financeiro. Segundo levantamento realizado pelo Valor Pro com 120 instituições financeiras e consultorias, 118 projetavam uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, para 13,75%. As outras duas esperavam manutenção em 14%.
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O Copom calibra a Selic para alcançar a meta de inflação, de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Em agosto, o BC projetava que a inflação oficial (IPCA) alcançaria 3,2% no primeiro trimestre de 2028, prazo com que a autoridade monetária trabalha atualmente para atingir a meta de 3,0%.
O BC tem optado pelo mesmo ritmo de cortes desde março, em um dos processos de alívio da Selic mais graduais da história do Copom, que vem sendo chamado de “calibração”, devido aos diferentes riscos presentes no cenário econômico, como a guerra no Oriente Médio, as incertezas eleitorais no Brasil e mais recentemente o movimento de alta de juros no mundo. Nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) aumentou os juros pela primeira vez desde 2023.
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Essas “ameaças” também influenciam a opção do BC de não se comprometer com os próximos passos, como fez na última reunião do Copom, de agosto. O comitê tem dito que a “magnitude total do ciclo de calibração” será definida com base na evolução do cenário até a data da decisão, com a única garantia de que manterá a “restrição adequada” da Selic para assegurar a convergência da inflação à meta.
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Sustentam o corte para 13,75% os novos sinais de desaceleração da atividade econômica, sobretudo do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre (0,5%), e resultados melhores do que o esperado da inflação corrente, como o IPCA de agosto (-0,32%), ainda que a inflação de serviços – que pesa mais para a política monetária – siga resiliente.
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Por outro lado, as expectativas de inflação para 2026, 2027 e 2028 permanecem bastante acima da meta de 3,0%, segundo o Boletim Focus, com mudanças apenas marginais desde agosto. Há ainda o risco de os riscos climáticos afetarem mais a inflação do que o esperado. Para este ano, a mediana da Focus é de 4,90% – acima do teto da meta -, para o ano que vem, de 4,30%, e para o fim de 2028, de 3,80%.
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O cenário externo também permanece muito desafiador, ainda que o câmbio siga relativamente estável. Nesse sentido, são pre guerra no Oriente Médio, que voltou a provocar alta forte do petróleo, com impactos inflacionários para o mundo todo, e o ciclo de aumento de juros nos EUA.

Banco Central reduz Taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo

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BRCOM