Os pais de Rumi, bebê que nasceu após uma disputa envolvendo sua barriga de aluguel, contestaram uma nova tentativa de McKenna West de levar o caso à Suprema Corte dos Estados Unidos, segundo informações do site americano TMZ. Na resposta apresentada à corte, os advogados de Nausheen Gilkar e Omar Ahmed afirmam que o pedido de urgência feito por McKenna pode criar incertezas sobre quem tem autoridade para tomar decisões médicas pelo filho.
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A disputa começou durante a gravidez, quando McKenna se recusou a interromper a gestação mesmo depois de Rumi ter sido diagnosticado com uma grave cardiopatia congênita. Os pais teriam solicitado a interrupção da gravidez, mas a barriga de aluguel decidiu prosseguir com a gestação. O bebê nasceu posteriormente e precisou passar por uma cirurgia cardíaca de grande porte, além de enfrentar outras complicações médicas.
McKenna chama a criança de Gabriel e continua contestando a guarda e o poder de decisão sobre o menino. Nausheen e Omar, por outro lado, sustentam que são os pais legais de Rumi e que têm supervisionado seus cuidados médicos.
Pais alegam risco para tratamento do bebê
Na manifestação apresentada à Suprema Corte, os advogados do casal afirmam que uma eventual suspensão da decisão judicial da Califórnia que reconhece Nausheen e Omar como pais legais poderia gerar dúvidas entre os profissionais de saúde sobre quem está autorizado a dar consentimento para procedimentos médicos.
McKenna West, ao centro, a mãe de aluguel do Alasca que fugiu para o Texas para dar à luz, é vista chegando ao tribunal
Reprodução/CBS TEXAS
Segundo a defesa, essa situação seria especialmente problemática porque Rumi ainda necessita de acompanhamento e cuidados médicos constantes.
Os advogados também contestam alegações feitas por McKenna sobre o tratamento recebido pelo bebê. Eles afirmam que os pais têm seguido as recomendações médicas e negam que os cuidados prestados a Rumi sejam inadequados.
De acordo com a equipe jurídica do casal, outros tribunais já rejeitaram pedidos apresentados por McKenna para suspender as decisões relacionadas à filiação da criança.
Disputa continua na Justiça
Além da batalha sobre a guarda e a autoridade para tomar decisões pelo bebê, Nausheen e Omar também movem um processo separado contra McKenna no Alasca. Nesse caso, o casal a acusa de quebra de contrato e de causar sofrimento emocional.
Enquanto a disputa judicial continua, a família também criou uma campanha de arrecadação para ajudar a pagar as despesas médicas de Rumi. Os recursos são destinados a custos relacionados a cirurgias, medicamentos, terapias e procedimentos futuros.
Pais de bebê reagem a barriga de aluguel que se recusou a abortar, depois de recurso dela na Suprema Corte dos EUA
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